Colômbia e Panamá reforçam a estratégia conjunta contra o narcotráfico

Colombia and Panama Reinforce Joint Strategy against Drug Trafficking

Por Dialogo
março 30, 2012


Os ministros da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, e da Segurança Pública do Panamá, José Raúl Mulino, decidiram reforçar a estratégia conjunta de luta contra o narcotráfico e assinaram um convênio de interdição aérea, ao término de uma reunião no dia 28 de março em Bogotá.

Segundo um comunicado oficial, o convênio “permite que nas operações de interdição aérea realizadas pelo Panamá, funcionários colombianos contribuam e colaborem com informações sobre as aeronaves que possam afetar a estabilidade dos dois países”.

Durante a reunião, os ministros Pinzón e Mulino decidiram também “fortalecer a coordenação para o intercâmbio de inteligência, e para tanto resolveram conectar as bases de dados dos dois governos a fim de melhorar a luta contra as organizações criminosas que atuam em ambos os lados da fronteira, segundo o comunicado.

“Precisamos incorporar a todas as nossas estratégias esses povos marginalizados da fronteira, para que eles tenham uma vida produtiva em nossas nações, eliminando assim qualquer impulso que venham a ter de colaborar com grupos terroristas ou narcotraficantes”, disse Mulino.

No encontro também ficou decidido que o Exército colombiano receberá oficiais do Serviço Nacional de Fronteiras do Panamá (SENAFRONT) para seus cursos de operações especiais e de infantaria. Por sua vez, a Polícia desenvolverá programas de treinamento em inteligência de aviação e manutenção de aeronaves para oficiais panamenhos.

E ainda, a Marinha de Guerra colombiana enviará em julho um grupo de especialistas em interdição marítima para desenvolver um curso de assessoria para unidades panamenhas, e a Força Aérea colombiana realizará, em agosto, um curso de inteligência aérea para as autoridades do país centro-americano.

“Decidimos prestar toda a colaboração ao governo do Panamá para treinar seus oficiais dos diversos serviços de segurança pública em cada uma das especialidades e em cada uma das forças militares e de polícia na Colômbia”, disse o ministro Pinzón referindo-se à questão.



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