Marinha e Exército do Chile participam do Exercício RIMPAC 2016

Chilean Army and Navy Participate in RIMPAC 2016 Exercise

Por Carolina Contreras/ Diálogo
setembro 14, 2016

A Marinha e o Exército do Chile treinaram suas capacidades militares no Rim of the Pacific ou RIMPAC 2016 (por sua sigla em inglês), o maior exercício naval multinacional do mundo, que desta vez foi realizado nas costas do Havaí e ao sul da Califórnia, de 30 de junho a 5 de agosto, comandado pela Marinha dos Estados Unidos. Durante o RIMPAC, a Marinha do Chile participou com a Fragata FF Almirante-de-Esquadra "Cochrane", um helicóptero Cougar do Esquadrão de Helicópteros de Ataque da aviação naval e uma equipe de 23 oficiais e suboficiais. "É a oportunidade de juntar-se a um exercício multinacional de alta exigência profissional e que ainda fomenta a cooperação entre forças navais amigas", disse o Capitão-de-Fragata Juan Pablo Marín, comandante da fragata FF Almirante Cochrane da Marinha do Chile. O RIMPAC é realizado a cada dois anos desde 1971 e tem como objetivo proteger a bacia do Pacífico contra qualquer ameaça à segurança, pois ela é uma das principais rotas comerciais dos países que fazem fronteira ao longo da costa Ásia-Pacífico. Na versão n° 25 do RIMPAC participaram 28 países; 44 unidades de superfície, quatro submarinos, mais de duzentas aeronaves e aproximadamente 25 mil efetivos militares se exercitaram em um conflito bélico fictício, no qual um país inimigo agrediu outro, negando-se a cumprir as resoluções das Nações Unidas. As forças navais dos países participantes puseram à prova suas capacidades, operando de maneira combinada em forças-tarefa para melhorar a interoperabilidade e promover a estabilidade regional em manobras marítimas e terrestres, que incluíram exercícios simulados de apoio humanitário, segurança marítima e gestão de crises, usando o potencial bélico. "Sabemos de que maneira se organiza e se conduz uma força multinacional de grande envergadura, além dos procedimentos padronizados entre as distintas nações participantes", destacou o Capitão-de-Mar-e-Guerra Pablo Niemann, o mais antigo integrante da delegação chilena no RIMPAC, que pelo segundo ano consecutivo foi designado Segundo Comandante do Componente Marítimo Combinado. "É um reconhecimento ao trabalho que a Marinha do Chile veio realizando há duas décadas neste exercício", afirmou o CMG Niemann. Neste papel de controle o CMG Niemann foi acompanhado por quatro militares do Estado Maior Conjunto do Chile. Além de aprender mais acerca do desenvolvimento do exercício, também aspiram a "um posto de maior importância no RIMPAC em um futuro próximo", acrescentou. Desde 1996, a Marinha do Chile, convidada pelos Estados Unidos, tem participado ininterruptamente deste exercício. Primeira experiência O Exército do Chile, pela primeira vez, participou do Exercício RIMPAC com um pelotão de 28 paraquedistas da Brigada de Operações Especiais "Lautaro". As tropas chilenas realizaram tarefas conjuntas com o Exército dos Estados Unidos e do Canadá, integrando uma Força Expedicionária Multinacional, cuja missão foi assistir a um país em guerra civil com crise humanitária. A primeira fase do exercício foi de instrução e treinamento, com operações costa a costa e técnicas de combate em zona hostil, realizada na Base de Infantaria de Marinha em Camp Pendleton, San Diego. Também executaram operações militares em terreno urbano e procedimentos táticos e técnicos. Finalmente, na fase de execução, realizaram embarque, travessia e desembarque da força expedicionária na ilha San Clemente, na Califórnia. "Compartilhar e intercambiar experiências profissionais foi muito relevante", disse o Tenente-Coronel Raúl Rosas, do Exército do Chile. A fragata FF Almirante Cochrane, com sua força militar, integrou a Força-Tarefa 170, que foi encabeçada pelo porta-aviões americano John Stennis, e participou de um exercício de visita, abordagem, busca e apreensão, junto ao contratorpedeiro USS Shoup da classe Arleigh Burke e à fragata da Marinha da Índia INS Saptura, entre outros. A equipe chilena é uma unidade essencialmente antissubmarina que permite fazer parte das unidades que podem oferecer proteção a um grupo de porta-aviões ou onde seja necessário. Precisamente, o fato de contar com cabine de comando lhe valeu a designação para o RIMPAC 2016, podendo dispor de uma aeronave SH-32. Para chegar ao RIMPAC 2016, a equipe da Marinha do Chile realizou um processo de treinamento no Centro de Treinamento da Marinha. A preparação do grupo participante na condução e controle do exercício começou no ano de 2015, com reuniões de coordenação e planejamento para posteriormente, a partir do início de 2016, reunir todos os participantes para que pudessem entender e participar das diferentes tarefas a serem realizadas. "O RIMPAC 2016 nos permite estar preparados para participar de uma força multinacional, caso seja necessário", concluiu o CMG Niemann.
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