Representantes centro-americanos elaboram estratégia para salvar vidas em desastres

Por Dialogo
março 01, 2012


Representantes dos sistemas de proteção civil da América Central, reunidos em São Salvador, trabalham no projeto de um sistema de resposta rápida que permita salvar vidas em situações de desastres naturais, informaram os organizadores.



“Nosso grande desafio neste ano é criar equipes de resgate capazes de agir imediatamente em qualquer país da região sob a bandeira centro-americana”, declarou Iván Morales, diretor do Centro de Coordenação para a Prevenção dos Desastres Naturais na América Central (CEPREDENAC).



Cerca de 75 representantes da Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Belize participaram do encontro que teve início em 28 de fevereiro na capital salvadorenha e se estenderá até o dia 8 de março.



O objetivo concreto da reunião “é criar essas equipes especializadas (em trabalhos de socorro) para que elas possam responder imediatamente, e que sua chegada seja uma questão de minutos e não de horas”, enfatizou Morales.



Essas equipes, denominadas “unidades de resposta”, devem ser formadas “pelos melhores recursos humanos”, tanto no resgate de vítimas de inundações quanto de estruturas destruídas por terremotos.



O trabalho dessas equipes terá o respaldo de unidades técnicas integradas por sismólogos, vulcanólogos, oceanógrafos, meteorologistas e especialistas em outras áreas.



Com pouco mais de 521 mil quilômetros quadrados e 42 milhões de habitantes, a América Central está localizada no chamado “cinturão de fogo do Pacífico”, e é exposta a um alto índice de sismos gerados por quatro placas tectônicas e uma cadeia vulcânica.



Outra ameaça da região são os frequentes furacões ao longo de seus 5.570 quilômetros de litoral, tanto no Caribe como no Pacífico, que provocam deslizamentos, inundações e o transbordamento de centenas de rios.



Para Morales, o panorama regional torna-se mais complicado porque “a variação climática” faz com que os níveis de precipitações sejam “imprevisíveis”.










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