Militares da América Central e da República Dominicana fazem treinamento sobre direitos humanos

Central America and Dominican Republic Militaries Train on Human Rights

Por Dialogo
maio 11, 2015




Um grupo de oficiais das Forças Armadas da América Central e da República Dominicana participaram recentemente de uma oficina dirigida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) sobre a defesa dos direitos humanos dos civis durante operações militares contra o crime organizado.

No treinamento, realizado em San Salvador de 6 a 17 de abril, os militares trocaram suas experiências sobre a proteção dos direitos humanos durante a utilização da força e de armas de fogo para combater criminosos violentos, de acordo com o ministro da Defesa de El Salvador, General de Brigada David Munguía Payés.

"As Forças Armadas têm comandos especiais de apoio à Polícia Civil Nacional [PNC] que vieram para aprender sobre as normas do direito internacional que se aplicam às tarefas diárias de segurança pública e que lhes permitirão agir sem infringir a lei."

Entre esses comandos, as Forças Armadas de El Salvador (FAES) mobilizaram várias unidades militares para reforçar a segurança nos municípios mais violentos, ao longo das fronteiras e nas comunidades próximas aos centros de detenção. Sua missão é detectar movimentos de grupos ou indivíduos criminosos que poderiam afetar a segurança pública.

“A FAES atualmente faz operações de patrulhamento, revisão e detecção de tráfico de armas, pessoas ou drogas em diferentes pontos do país, em apoio à PNC. Portanto, o que aprendemos nesse workshop nos ajudará tanto no âmbito jurídico como legal, para sabermos como agir nessas operações sem violar os direitos dos indivíduos”, diz o Segundo Tenente da FAES Kevin Solís Méndez.

Os militares que participaram do curso receberam também capacitação sobre conceitos básicos de direito internacional, direitos humanos, tratamento de prisioneiros e Códigos de Conduta para os agentes da lei.

Proteção das vítimas


Durante alguns seminários do evento, os oficiais descreveram histórias de sucesso e participaram de exercícios simulados. Essas atividades contribuem para ganhar a confiança das vítimas de crimes e melhoram a segurança das tropas, disse o Capitão Charles Calderón, representante das Forças Armadas de Honduras (FAH).

“O treinamento que recebemos nos respalda no fortalecimento da ordem pública, além de mostrar à população civil que nossas tropas estão bem capacitadas e podem realizar seus deveres de forma eficiente em apoio à PNC.”

O Capitão Hamlet Rivera Espino, representante das Forças Armadas da Guatemala, diz que está ansioso por compartilhar o conhecimento adquirido no seminário sobre a defesa da população civil e a proteção dos direitos humanos.

“As simulações permitem que a gente treine como aplicar os conceitos em defesa dos civis, e isso mostra como uma decisão pode ser importante nos esforços de segurança pública que afetam civis. Agora nós podemos cumprir melhor nossos deveres e despertamos um interesse por essas funções.”

Espalhando conhecimento


Autoridades do CICV disseram que a participação dos militares em workshops é de vital importância, já que serão eles os responsáveis por compartilhar com suas tropas o conhecimento que adquiriram, além de outros militares envolvidos nas iniciativas de segurança pública.

Os oficiais “agora têm os conhecimentos essenciais para tomar a decisão correta no emprego das armas e no uso da força em suas operações para manter a ordem pública e proteger os direitos da população civil acima de tudo”, explicou Miguel Ramírez González, delegado do CICV. “Sabemos que formamos os formadores, que por sua vez irão espalhar seus conhecimentos ao levar essas mesmas lições para suas unidades.”

O ministro da Defesa Munguía Payés lembra que esse tipo de treinamento é desenvolvido dentro do âmbito da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC), que sempre busca enriquecer os conhecimentos sobre Direito Internacional Humanitário e fortalecer as relações de amizade e a cooperação mútua entre as forças armadas.

“Este é o primeiro curso oferecido em âmbito regional para facilitar a aplicação dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário no novo papel das Forças Armadas.”



Um grupo de oficiais das Forças Armadas da América Central e da República Dominicana participaram recentemente de uma oficina dirigida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) sobre a defesa dos direitos humanos dos civis durante operações militares contra o crime organizado.

No treinamento, realizado em San Salvador de 6 a 17 de abril, os militares trocaram suas experiências sobre a proteção dos direitos humanos durante a utilização da força e de armas de fogo para combater criminosos violentos, de acordo com o ministro da Defesa de El Salvador, General de Brigada David Munguía Payés.

"As Forças Armadas têm comandos especiais de apoio à Polícia Civil Nacional [PNC] que vieram para aprender sobre as normas do direito internacional que se aplicam às tarefas diárias de segurança pública e que lhes permitirão agir sem infringir a lei."

Entre esses comandos, as Forças Armadas de El Salvador (FAES) mobilizaram várias unidades militares para reforçar a segurança nos municípios mais violentos, ao longo das fronteiras e nas comunidades próximas aos centros de detenção. Sua missão é detectar movimentos de grupos ou indivíduos criminosos que poderiam afetar a segurança pública.

“A FAES atualmente faz operações de patrulhamento, revisão e detecção de tráfico de armas, pessoas ou drogas em diferentes pontos do país, em apoio à PNC. Portanto, o que aprendemos nesse workshop nos ajudará tanto no âmbito jurídico como legal, para sabermos como agir nessas operações sem violar os direitos dos indivíduos”, diz o Segundo Tenente da FAES Kevin Solís Méndez.

Os militares que participaram do curso receberam também capacitação sobre conceitos básicos de direito internacional, direitos humanos, tratamento de prisioneiros e Códigos de Conduta para os agentes da lei.

Proteção das vítimas


Durante alguns seminários do evento, os oficiais descreveram histórias de sucesso e participaram de exercícios simulados. Essas atividades contribuem para ganhar a confiança das vítimas de crimes e melhoram a segurança das tropas, disse o Capitão Charles Calderón, representante das Forças Armadas de Honduras (FAH).

“O treinamento que recebemos nos respalda no fortalecimento da ordem pública, além de mostrar à população civil que nossas tropas estão bem capacitadas e podem realizar seus deveres de forma eficiente em apoio à PNC.”

O Capitão Hamlet Rivera Espino, representante das Forças Armadas da Guatemala, diz que está ansioso por compartilhar o conhecimento adquirido no seminário sobre a defesa da população civil e a proteção dos direitos humanos.

“As simulações permitem que a gente treine como aplicar os conceitos em defesa dos civis, e isso mostra como uma decisão pode ser importante nos esforços de segurança pública que afetam civis. Agora nós podemos cumprir melhor nossos deveres e despertamos um interesse por essas funções.”

Espalhando conhecimento


Autoridades do CICV disseram que a participação dos militares em workshops é de vital importância, já que serão eles os responsáveis por compartilhar com suas tropas o conhecimento que adquiriram, além de outros militares envolvidos nas iniciativas de segurança pública.

Os oficiais “agora têm os conhecimentos essenciais para tomar a decisão correta no emprego das armas e no uso da força em suas operações para manter a ordem pública e proteger os direitos da população civil acima de tudo”, explicou Miguel Ramírez González, delegado do CICV. “Sabemos que formamos os formadores, que por sua vez irão espalhar seus conhecimentos ao levar essas mesmas lições para suas unidades.”

O ministro da Defesa Munguía Payés lembra que esse tipo de treinamento é desenvolvido dentro do âmbito da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC), que sempre busca enriquecer os conhecimentos sobre Direito Internacional Humanitário e fortalecer as relações de amizade e a cooperação mútua entre as forças armadas.

“Este é o primeiro curso oferecido em âmbito regional para facilitar a aplicação dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário no novo papel das Forças Armadas.”
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