Militares e civis da América Central e dos Estados Unidos concluíram o CENTAM Guardian 2026 (CG26), um exercício multinacional destinado a fortalecer a cooperação regional em matéria de segurança, a resposta a desastres e a interoperabilidade entre as nações parceiras.
Durante a cerimônia de encerramento do CG26, participantes de todas as nações parceiras se reuniram para marcar a conclusão bem-sucedida do exercício. Eles celebraram a colaboração e as conquistas conjuntas alcançadas ao longo das atividades. Os líderes compartilharam comentários nos quais destacaram a importância da coordenação multinacional, da prontidão e de suas parcerias duradouras em toda a América Central. Eles enfatizaram que as relações fortalecidas pelo exercício continuarão a apoiar a segurança regional e respostas coordenadas a desafios futuros. Organizado por El Salvador, o exercício ocorreu de 16 a 27 de abril em todo o país, reunindo mais de 1000 participantes de Belize, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras e República Dominicana.

O CG26 se concentrou em preparar as forças para responder a uma série de desafios comuns, entre eles ameaças à segurança internacional, as crises humanitárias e os desastres naturais, ao mesmo tempo em que fortaleceu as alianças em toda a América Central.
“Reconheço o compromisso do Comando Sul dos Estados Unidos em promover as contribuições para a segurança compartilhada dos parceiros regionais, a fim de enfrentar ameaças em constante evolução”, disse o Ministro da Defesa de El Salvador, René Francis Merino Monroy. “Portanto, iniciativas como o CENTAM Guardian consolidam-se como plataformas essenciais para garantir a estabilidade regional, a paz e a segurança de nossas comunidades.”
As forças participantes treinaram nos domínios aéreo, terrestre e marítimo, integrando múltiplos conjuntos de missões em um esforço coordenado. Os eventos incluíram treinamento de infantaria com fogo real, operações de aviação, capacitação de forças especiais e cenários de assistência humanitária e resposta a desastres (HA/DR).
Em Chalatenango, unidades de infantaria salvadorenhas e americanas realizaram exercícios com fogo real, aprimorando apontaria, as táticas de pequenas unidades e a comunicação no campo de batalha. O treinamento enfatizou técnicas compartilhadas e a interoperabilidade entre forças parceiras operando em ambientes complexos.
Forças de operações especiais, incluindo os Boinas Verdes do Exército dos EUA do 7º Grupo de Forças Especiais e a Unidade Especial Antiterrorista (CEAT) de El Salvador, treinaram juntas em Ilopango, com foco em atendimento tático a vítimas de combate, operações de atiradores de elite e combate corpo a corpo. Esses intercâmbios foram concebidos para melhorar a capacidade de sobrevivência e a eficácia em cenários de alto risco, ao mesmo tempo em que fortalecem as relações profissionais entre unidades de elite.
Os fuzileiros navais dos EUA treinaram ao lado dos fuzileiros navais salvadorenhos em uma série de exercícios física e tecnicamente exigentes, com foco no desenvolvimento da proficiência e da interoperabilidade das unidades. O treinamento incluiu atendimento tático a vítimas de combate, avaliações de aptidão física e condicionamento para combate, bem como avaliações em águas profundas para aprimorar capacidades operacionais. Eles também realizaram treinamento em comunicações, exercícios de combate em espaços confinados e treinamento em linha estática, garantindo que as forças parceiras pudessem cumprir a missão de forma eficaz em múltiplos domínios. O treinamento conjunto fortaleceu a prontidão e aprimorou a capacidade de operar em conjunto.
O 1º Batalhão do 228º Regimento de Aviação da Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-B) apoiou o exercício com operações de mobilidade aérea, transportando pessoal e equipamentos entre os locais de treinamento e possibilitando cenários de resposta rápida, como evacuações médicas e de vítimas. A integração dos recursos da JTF-B destacou o papel da aviação tanto em missões de combate quanto humanitárias, particularmente em um ambiente afetado por desastres.
O exercício também abrangeu áreas como segurança cibernética, aplicação da lei e estruturas de comando conjuntas, ampliando o escopo do treinamento para além das operações militares tradicionais.
O CG26 reflete a estratégia mais ampla do Comando Sul dos EUA de desenvolver a capacidade dos parceiros e capacitar os aliados regionais para responder a preocupações de segurança compartilhadas. Ao integrar múltiplas vertentes de treinamento, desde operações especiais e táticas de infantaria até operações de aviação e resposta a desastres, o CG26 contribui para a criação de uma força ágil e adaptável, capaz de responder a ameaças em rápida transformação.
“Ao concluirmos o CENTAM Guardian, devemos levar adiante as lições aprendidas, os relacionamentos fortalecidos e o espírito de cooperação que definiram o tempo que passamos juntos”, disse o General de Brigada Thomas Vickers, do Exército dos EUA, comandante do 167º Comando de Sustentação de Teatro de Operaçoes. “Devemos permanecer vigilantes, adaptáveis e unidos ao enfrentar os desafios de hoje e de amanhã.”


