A 13a versão da Campanha Naval Orión chegou ao fim após 45 dias de operações que envolveram 125 instituições e 62 países da África, América, Ásia, Europa e, pela primeira vez, da Oceania. Nessa ocasião, as forças participantes conseguiram apreender mais de 400 toneladas de drogas, graças ao intercâmbio de informações de inteligência e capacidades para combater o tráfico ilícito de substâncias psicoativas e outras atividades ilegais associadas ao narcotráfico.

“Foram alcançadas cifras recordes na apreensão e interdição de narcóticos, reduzindo sua oferta em todo o mundo e desferindo golpes significativos nas finanças das organizações de múltiplos crimes, impedindo-as de receber mais de US$ 18,7 bilhões”, disse à imprensa o Almirante de Esquadra Francisco Hernando Cubides Granados, comandante das Forças Militares da Colômbia, ao apresentar o balanço dos resultados da última versão da campanha, que é realizada a cada seis meses.
“Conseguimos apreender 2.000 toneladas de drogas, compostas por 196 toneladas de cloridrato de cocaína e 162 toneladas de maconha”, informou o Alte Esq Cubides, destacando duas das drogas apreendidas. Além disso, 41 toneladas de haxixe, quase 2 toneladas de base de coca e 80.000 comprimidos de metanfetamina foram apreendidos, informou a Marinha da Colômbia em um comunicado.
A Campanha Naval Orión, realizada desde 2018, é o resultado da confiança, do respeito às doutrinas, aos procedimentos e à liderança da Marinha e das Forças Militares da Colômbia, que alcançam reconhecimento internacional, declarou o Alte Esq Cubides. “Devo reconhecer o trabalho das tripulações das diferentes unidades, bem como dos fiscais e investigadores, que em cada país realizaram os diferentes processos de acordo com seus procedimentos, para poder processar e levar à justiça esse número significativo de criminosos, bem como a apreensão de importantes mercadorias contrabandeadas.”
Um total de 402 toneladas de insumos sólidos e 1,6 milhão de litros de insumos líquidos foram apreendidos, e 302 infraestruturas ilegais usadas para a extração e o processamento de drogas foram destruídas. A Marinha da Colômbia informou que interceptaram 112 embarcações, 211 veículos, nove semissubmersíveis e cinco aeronaves, utilizados por organizações criminosas de diferentes nacionalidades, que foram colocadas à disposição das autoridades competentes, para seu respectivo processo de judicialização.

“Devo mencionar especialmente o trabalho que o Brasil e o Paraguai realizaram nesta Campanha Naval Orión, com a interdição de 1.689 toneladas de maconha”, disse o Alte Esq. Cubides.
“Além disso, pela primeira vez na história dessa estratégia multinacional, dois semissubmersíveis foram apreendidos na Guiana, graças às valiosas informações fornecidas pela Inteligência da Marinha da Colômbia”, informou a Marinha da Colômbia em um comunicado.
“Começamos há seis anos apenas com o narcotráfico. Desde a última campanha Orión XII, incluímos outros crimes que também estão presentes no domínio marítimo e terrestre, como tráfico de armas, tráfico de migrantes, contrabando, lavagem de dinheiro, pesca e mineração ilegais”, explicou o Alte Esq Cubides. “Em resultados relacionados, conseguimos salvar a vida de 97 imigrantes e afetamos 28 estruturas de mineração ilegal. Também conseguimos apreender 38 toneladas de peixes, insisto, […] US$ 227.000 em mercadorias contrabandeadas e US$ 127.000 em lavagem de dinheiro.”
A Campanha Naval Orión também conseguiu a consolidação da Rede Judicial Internacional Orión, em conjunto com o Gabinete das Nações Unidas para Drogas e Crimes, com o objetivo de apreender drogas, armas e divisas, bem como capturar os criminosos que dirigem essas redes na clandestinidade.
Um exemplo disso é a coordenação entre as promotorias da Colômbia, Panamá e Costa Rica, para reunir informações sobre quatro casos judiciais, o que ajudou a fortalecer os processos de investigação dos mesmos.
“As 13 edições da Campanha Naval Orión permitiram consolidá-la como a estratégia de cooperação internacional mais importante e influente na luta global contra o narcotráfico, e ela também conseguiu transcender ao longo do tempo, graças à inovação e à rápida adaptação para responder a esse fenômeno altamente complexo e mutável”, concluiu o Alte Esq Cubides.


