Brasil levará até dois anos para reconstruir a base incendiada na Antártica

Por Dialogo
março 02, 2012


O Brasil demorará até dois anos para reconstruir sua base militar científica na Antártica, destruída no dia 25 de fevereiro por um incêndio que deixou dois mortos, enquanto estuda a possiblidade de associar-se com outros países para dar prosseguimento a suas pesquisas, disse uma fonte oficial no dia 29 do mesmo mês.

A “reconstrução de uma nova base evidentemente demorará de um a dois anos”, declarou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, ao jornal O Globo.

Construída em 1984, a base realizava pesquisas científicas sobre mudança climática e ecossistemas costeiros e marinhos. O complexo teve 70 por cento destruídos em função de um incêndio no final da semana, quando morreram dois militares e um outro ficou ferido.

Enquanto termina sua reconstrução, o governo brasileiro avalia a possibilidade de aliar-se a outros países para dar prosseguimento às pesquisas realizadas no local, através do Programa Antártico Brasileiro, em vigor há 30 anos.

Podemos “analisar a possibilidade de fazer sociedades com outros países que desenvolvem pesquisas ali, que também têm bases ali”, afirmou Raupp.

O incêndio, que consumiu boa parte das instalações da base Comandante Ferraz, teve início na área que abrigava os geradores de energia, e as causas ainda não foram estabelecidas.

Só se salvaram das chamas os módulos isolados para casos de emergência, os laboratórios de meteorologia, de química e de estudos da alta atmosfera, os tanques de combustíveis e o heliporto, segundo o balanço oficial.

A Antártica, em sua maioria coberta de neve e gelo, abriga sob sua plataforma continental vastos recursos minerais e os mares circundantes estão repletos de recursos biológicos.

Cerca de 30 países operam estações na região durante todo o ano ou durante o verão.





Me pergunto: como se pode promover a participação de todos os países que utilizam a ilha na reconstrução da base militar, já que é proveitoso para todos os habitantes do planeta, pelos estudos científicos que se realizam, para a proteção da nossa Terra? Estamos gratos pela solidariedade internacional que o nosso país recebeu diante do lamentável acidente.
Condoidos pela perda de nossos bravos homens do mar que lutaram e deram suas vidas para que outras sobrevivecem e minimizaram as perdas de valioso material técnico, científico, instalações e veiculos. Tudo nos anima para começar a reconstrução de nosso cantinho no Continente Antártico. " Sempre haverá muito que fazer", é um dos lemas da nossa Marinha.

Ney de Araripe Sucupira - Diretor da Socidade Amigos da Marinha - S.Paulo - 8o Distrito Naval - Brasil
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