Ascenção chinesa faz OTAN criar novas medidas para lidar com ameaças

Ascenção chinesa faz OTAN criar novas medidas para lidar com ameaças

Por Anderson Gabino/Diálogo
novembro 24, 2021

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, afirmou, durante uma entrevista ao jornal Financial Times, no dia 18 de outubro de 2021, que a ascensão chinesa está impactando a segurança de vários países europeus, por conta de suas capacidades cibernéticas, das novas tecnologias e dos mísseis de longo alcance.

Segundo Stoltenberg, os aliados da OTAN procurariam reduzir as atividades fora de suas fronteiras e aumentar sua resiliência defensiva doméstica para resistir melhor às ameaças externas. A OTAN adotará o novo Conceito Estratégico da cúpula que será realizada no próximo verão, em junho de 2022, na qual serão delineados os objetivos da Aliança Atlântica para os próximos 10 anos, pois a versão atual, adotada em 2010, não menciona a China.

“A China está se aproximando de nós… Nós os vemos no Ártico. Nós os vemos no espaço cibernético. Nós vemos a China investindo pesado em infraestrutura crítica em nossos países. E, logicamente, eles têm cada vez mais armas de alto alcance, que podem atingir todos os países aliados da OTAN… Eles estão construindo muitos, muitos silos para mísseis intercontinentais de longo alcance”, disse o secretário.

Neste verão, a China realizou um teste com um míssil hipersônico de capacidade nuclear, o qual viajou ao espaço em torno do globo em uma forma orbital, antes de acelerar através da atmosfera em direção ao alvo. Este evento colocou a Aliança em alerta total.

Antevendo tal crescimento, durante uma reunião do conselho em 14 de junho de 2021, a OTAN emitiu um comunicado conjunto alertando que as “ambições declaradas e o comportamento assertivo da China apresentam desafios sistêmicos à ordem internacional baseada em regras e às áreas relevantes para a segurança de alianças”, frente à expansão acelerada do seu arsenal nuclear.

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