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Militares argentinos assistem vítimas do furacão Matthew no Haiti

Argentine Military Provides Humanitarian Assistance to Hurricana Victims in Haiti

Por Eduardo Szklarz/Diálogo
outubro 20, 2016

Após a passagem devastadora do furacão Matthew no Haiti, os Capacetes Azuis argentinos fornecem um componente fundamental da ajuda médica e sanitária. Trata-se do Hospital Militar Móvel argentino, o único centro de saúde de nível 2 (capaz de realizar cirurgias) presente na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. Apesar de estar instalado em Porto Príncipe e de sua principal função ser atender as forças da paz, o Hospital Móvel também chega às comunidades afetadas pelos desastres, graças aos seus módulos dobráveis. Sua estrutura é formada por contêineres que funcionam como salas de cirurgia, enfermarias, laboratórios e consultórios odontológicos, entre outras necessidades médicas. Na noite de 13 de outubro, um comboio com veículos 4x4 e ambulâncias das forças argentinas chegou com módulos dobráveis à cidade de Jérémie, sudoeste do Haiti, a zona mais afetada pelo furacão. "Mandamos 23 das 67 pessoas que estão atuando no Hospital Móvel, entre médicos, enfermeiros, equipe de laboratório e equipe de segurança", contou o Primeiro Tenente Pablo Martínez, diretor de logística do centro de saúde, à Diálogo, por videoconferência, de Porto Príncipe. Em uma situação normal, um carro levaria seis horas para percorrer os cerca de 300 km entre a capital haitiana e Jérémie. Mas o comboio militar levou 48 horas devido aos obstáculos do trajeto. "Na metade do caminho, tudo estava completamente destruído. Havia pontes caídas e árvores no meio, por isso foi muito difícil chegar", disse o 1o Ten Martínez. "Por sorte, tínhamos o apoio da Companhia de Engenheiros do Paraguai e da equipe de segurança do Brasil. Com eles, fomos abrindo o caminho para que o Hospital Móvel pudesse chegar à zona da missão." Argentina envia comida e medicamentos O furacão Matthew afetou cerca de 1,3 milhões de pessoas no Haiti, deixando 99.400 famílias desabrigadas e destruindo totalmente mais de 66.000 casas, segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, publicado em 10 de outubro. As condições de pobreza pioram a situação de um país que ainda se recuperava do terremoto de magnitude 7,3 que o atingiu em 2010. "O furacão devastou tudo na área afetada e o que mais pedimos não é atenção médica, mas comida", afirmou o afirmó el 1º Ten Martínez. Para atender à emergência, a Argentina enviou, pelo mar, um contêiner com 30 metros cúbicos de água, medicamentos e alimentos não perecíveis. O país sul-americano envia provisões regularmente ao Haiti, mas mandou esse carregamento extra para satisfazer às necessidades excedentes do Hospital Móvel na capital e na região do desastre. Cooperação internacional O furacão Matthew aumentou drasticamente a atenção recebida pelo Hospital Móvel no Haiti. "Só na última semana, realizamos mais de cinco cirurgias, contra 14 ou 15 nos últimos cinco meses", contou o 1o Ten Martínes, lembrando que o centro de saúde registra uma média de 100 atendimentos médicos por semana. "Em um dia normal, podemos ter cinco ou dez pacientes, mas o número varia muito. Há dias em que temos mais de 20 e agora ainda mais devido ao furacão", observou. O 1o Ten Martínez também destacou a importância da cooperação internacional para enfrentar os desafios em um país devastado. "Aqui se reconhece a união que existe com as outras nações no momento de trabalhar nessas situações", disse. "Temos o apoio constante de contingentes que já são como irmãos, como o pessoal do Paraguai, Brasil, Peru, El Salvador, Chile e outros países da região", acrescentou. "Mas não é só eles que compartilham de nossos costumes, como também o pessoal de países como Bangladesh, Índia, Nepal e Sri Lanka. Todos eles nos apoiam, destacando a irmandade com as outras nações." Estado-Maior Conjunto coordena a missão O Hospital Móvel pertence à Força Aérea da Argentina, funcionando sob o comando do Vice-Comodoro Héctor Priotti. "Mas seu contingente também conta com cinco suboficiais da Marinha e cinco suboficiais do Exército", contou o Tenente Coronel Marcelo Acuña, que esteve no Haiti por dois anos e meio, à Diálogo. "Nesse tipo de implantação de missões de paz, as três forças atuam de forma conjunta." Essa integração corresponde a uma regra argentina: quando as missões de paz são implantadas, as três forças ficam sob o comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, cujo comandante é o General de Divisão Bari del Valle Sosa. O Comando Operacional do Estado-Maior Conjunto também coordena os Capacetes Azuis argentinos que integram a Força das Nações Unidas para a Manutenção da Paz em Chipre.
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