Um intercâmbio de especialistas em acidentes com vítimas em massa e um exercício de capacitação de nações parceiras ocorreram, como parte da Fase II do PANAMAX Alpha, de 6 a 12 de setembro.
Em um esforço conjunto, a Embaixada dos EUA, o Ministério da Saúde, o Fundo de Seguro Social do Panamá (CSS), o Serviço Nacional Aéreo e Naval (SENAN), a Polícia Nacional do Panamá (PNP) e o Serviço Nacional de Fronteiras (SENAFRONT) trabalharam juntos para testar sua capacidade de mobilizar rapidamente uma equipe médica de emergência para resposta a desastres, em colaboração com a Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-Bravo) e o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM).
O treinamento conjunto foi usado para aprimorar a interoperabilidade das autoridades dos EUA e do Panamá no destacamento de serviços de emergência e para validar a inclusão de eventos com simulação de vítimas em massa em futuros exercícios PANAMAX.

“Eu consideraria que essa é nossa fase inicial”, disse o Tenente-Coronel John Camacho Ayala, da Força Aérea dos EUA, consultor aéreo/especialista em saúde internacional, do Gabinete do Cirurgião do Comando SOUTHCOM, e principal planejador desse evento colaborativo. “Esta é a primeira vez que trabalhamos juntos em algo assim; então, juntos decidiremos se é algo que queremos incorporar em futuras iterações do PANAMAX.”
Dezessete módulos hospitalares móveis, 10 dos quais foram doados pelo SOUTHCOM. por meio do Programa de Assistência Humanitária (HAP) durante a pandemia da COVID-19, foram montados durante os três primeiros dias do exercício, que ocorreu atrás da sede do Sistema Nacional de Proteção Civil (SINAPROC).
A instalação contou com 35 pessoas, lideradas por Brian Ávila, paramédico do CSS, que descreveu sua experiência com os módulos hospitalares móveis. “Nós os testamos durante a pandemia da COVID, ajudando hospitais a responder nas províncias centrais e na província de Chiriquí, para aumentar a capacidade do CSS. Também apoiamos a Costa Rica, enviando um dos módulos para aumentar sua capacidade de atendimento, onde instalamos 40 leitos para o CSS da Costa Rica.”
As áreas de tratamento oferecidas por esses hospitais móveis podem incluir ginecologia, pediatria, triagem, doenças transmissíveis e não transmissíveis, desastres químicos, biológicos, radiológicos e nucleares (CBRN), necrotério, bem como áreas administrativas dedicadas ao apoio e às comunicações.
A Dra. Gabriela Romero, do Departamento de Medicina de Emergência, do Hospital Irma de Lourdes Tzanetatos, liderou a parte médica do exercício e compartilhou sua perspectiva sobre os benefícios da capacitação conjunta: “Os objetivos desses exercícios são mostrar a capacidade de resposta do CSS e das entidades panamenhas ao enfrentar quaisquer acidentes, como derramamentos químicos, epidemias etc.
“É importante compartilhar e aumentar os conhecimentos e melhorar a capacidade de resposta, bem como aprimorar a qualidade do atendimento em diferentes eventos”, acrescentou Romero.
No quarto dia, 20 estudantes de medicina de emergência chegaram para começar a maquiagem de moulage, em preparação para a simulação de vítimas em massa.
“Estou estudando emergências médicas e atendimento a desastres […]; atualmente, estamos em um treinamento no qual estou participando como paciente […]. Com esse treinamento, espero aprender como os pacientes se sentem, porque talvez meu papel como paramédica seja tratá-los, mas nunca temos a experiência de estar no lugar deles”, disse Nicole Pineda, voluntária e estudante de medicina da Universidade Especializada das Américas.
As equipes simularam vários cenários, criando situações caóticas, em que ambulâncias chegavam com vários pacientes ao mesmo tempo, com o objetivo de induzir o pânico semelhante a uma situação do mundo real. Isso testou as habilidades de comunicação dos participantes e sua capacidade de manter a calma sob pressão.
“Este exercício prático é muito importante para prepararmo-nos para respostas a emergências ou desastres, ou também para aumentar a capacidade do serviço de emergência ou atendimento a vítimas em massa”, disse Ávila, atestando a importância da capacitação em prontidão.
“Praticar com o SOUTHCOM ou o Exército dos EUA nos ajuda a associar-nos e permite que os Estados Unidos conheçam as capacidades de resposta do Panamá, para saber como podem apoiar-nos […] e como o equipamento que nos foi doado está sendo utilizado adequadamente para responder a emergências, desastres ou questões relacionadas ao serviço pelo CSS”, acrescentou Ávila.
Ajudar na montagem e desmontagem, juntamente com a prática de triagem usando os módulos, equipamentos, suprimentos e materiais do hospital móvel, proporcionou uma valiosa experiência prática. Essa prática contínua garante que os membros da equipe sejam totalmente treinados e bem preparados em caso de desastres.
“Ao treinar lado a lado com nossos parceiros panamenhos, montando, desmontando e prestando cuidados críticos, por meio de um hospital de campanha móvel, fortalecemos mais do que apenas nossas capacidades”, disse a Major Anna Lain, da Força Aérea dos EUA, oficial encarregada do exercício de atendimento a vítimas em massa, da JTF-Bravo. “Fortalecemos a confiança, a resiliência e a prontidão. Cada esforço compartilhado nos torna mais rápidos, mais fortes e melhor preparados para enfrentar juntos os desastres. A prática de hoje é a promessa de uma resposta mais capaz amanhã.”


