Provas do assassinato de ex-policial venezuelano são apresentadas na Corte Penal Internacional

Provas do assassinato de ex-policial venezuelano são apresentadas na Corte Penal Internacional

Por Voz da América
janeiro 13, 2020

Deputados venezuelanos entregaram no dia 9 de dezembro de 2019, na Corte Penal Internacional, provas do que classificam como um “massacre”, que resultou na morte do ex-policial Óscar Pérez e outros agentes, pelas mãos de entidades de segurança do Estado, há quase dois anos.

O ex-deputado da Assembleia Nacional Wilmer Azuaje e o parlamentar e membro da Comissão Permanente de Segurança e Defesa Franco Casella apresentaram à corte mais de 400 fotos, vídeos e outros documentos relativos ao fato.

O material entregue pelos parlamentares é parte de uma série de documentos divulgados pelo jornal espanhol El Mundo, em uma reportagem publicada no dia 8 de dezembro sobre a execução extrajudicial de Pérez e seus seis companheiros.

O trabalho jornalístico revela que o ex-agente da polícia venezuelana tinha 40 ferimentos à bala no seu corpo. Os parlamentares esperam que as provas entregues sejam acrescentadas ao processo aberto contra Nicolás Maduro.

“Não apenas trouxemos todas essas fotos e vídeos de Óscar Pérez, mas também ressaltamos a violação sistemática que muitos jovens estão vivendo nas prisões”, afirmou Azuaje em declarações feitas à imprensa nacional.

“Sabemos e entendemos que essas imagens causam dor aos familiares. No entanto, também estamos cientes de que os últimos minutos desses [homens] valentes foram transmitidos ao vivo com uma intenção: que o mundo soubesse o que estava ocorrendo e que entendesse a violação dos direitos humanos e os assassinatos que estavam sendo cometidos”, acrescentou Casella.

O presidente interino Juan Guaidó mencionou o caso no dia 9 de dezembro e lembrou que os crimes de lesa-humanidade não prescrevem. “Continuaremos lutando para fazer justiça aos nossos mártires; seu sacrifício não será em vão”, acrescentou.

Os parlamentares disseram que apresentarão os mesmos documentos à Organização das Nações Unidas. “Não aceitamos que uma pessoa que violou os direitos humanos de forma tão terrível, como o fez Nicolás Maduro, assuma um cargo”, disse Azuaje.

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