Marinha da Colômbia firme contra o narcotráfico no Pacífico e no Caribe

Marinha da Colômbia firme contra o narcotráfico no Pacífico e no Caribe

Por Yolima Dussán/Diálogo
novembro 27, 2020

A Marinha da Colômbia apreendeu 3,8 toneladas de narcóticos em suas águas territoriais e proporcionou informações às nações parceiras sobre a interceptação de 5 toneladas de drogas em cinco operações realizadas entre os dias 22 e 30 de setembro, no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe.

Unidades da Estação de Guarda-Costas de Buenaventura informaram, no dia 30 de setembro, que após vários minutos de perseguição, alcançaram uma lancha rápida em Punta Ají, no Vale do Cauca, tripulada por um colombiano e um costarriquenho.

Militares da Estação de Guarda-Costas de Buenaventura, na Colômbia, interceptaram no dia 30 de setembro de 2020 uma lancha rápida que transportava 1.142 kg de maconha e 150 kg de cocaína. (Foto: Marinha da Colômbia)

“Os sacos com drogas, a embarcação e os tripulantes foram levados ao cais da Estação, onde foram feitos os devidos testes, que se mostraram positivos para 1.326 quilos de maconha”, de acordo com a informação oficial.

O escritório de Guarda-Costas informou ainda que no mesmo dia 30 de setembro outra embarcação foi interceptada, desta vez em Bocas de Cajambre, Vale do Cauca, onde encontraram 1.142 kg de maconha e 150 kg de cocaína.

O Capitão de Corveta da Marinha da Colômbia Moisés Felipe Portilla, comandante da Estação de Guarda-Costas de Buenaventura, disse à Diálogo que é cada vez mais frequente a presença de pessoas da América Central envolvidas no tráfico marítimo de narcóticos.

“Eles partem dos estuários com indivíduos colombianos que sabem como sair e com estrangeiros que sabem como chegar ao destino”, disse o CC Portilla. “Chegam em lanchas, entram na boca dos rios, conseguem a carga e saem da mesma maneira. Não entram legalmente no país.”

A Estação de Guarda-Costas de Cartagena informou no dia 28 de setembro que havia interceptado uma lancha rápida no Mar do Caribe, perto da Ilha de Tierrabomba. Após a pressão das autoridades, os tripulantes se chocaram contra a praia e abandonaram a embarcação, que transportava 1.248 kg de cloridrato de cocaína.

Cooperação internacional

Em operações combinadas de cooperação contra o narcotráfico, a Marinha da Colômbia deu informações de inteligência naval aos guarda-costas de Costa Rica, Panamá e México, no dia 22 de setembro, o que culminou com a detenção de três embarcações e uma aeronave e a apreensão de mais de 5 toneladas de cocaína.

“As motos aquáticas foram interceptadas em Quintana Roo [México], Punta Mona e Corcovado [Costa Rica]. Nas lanchas, foram encontrados 3.710 kg de cocaína e detidos 10 indivíduos”, disseram as autoridades colombianas em um comunicado. No mesmo dia 22 de setembro, uma patrulha marítima colombiana detectou uma rota aérea suspeita sobre o Mar do Caribe. “Imediatamente ativaram os protocolos e as coordenações com as autoridades mexicanas, que conseguiram localizar e apreender a aeronave em Chiapas, México. O avião era tripulado por um mexicano e um guatemalteco, que levavam 1.358 kg de entorpecentes”, informou a Marinha da Colômbia.

Os indicadores dos resultados operacionais da Estação de Guarda-Costas de Buenaventura mostram que a quantidade de maconha apreendida vem aumentando. “A razão disso é que a maconha é muito mais fácil de produzir, não precisa de tantos insumos e, com a pandemia, os movimentos [para a produção de cocaína] são muito mais restritos”, disse o CC Portilla. “O que temos visto nas embarcações é carga mista. A maioria, 90 por cento, pode ser maconha, e 10 por cento cloridrato de cocaína.”

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