Maduro chama venezuelanos com COVID-19 de “bioterroristas”

Maduro chama venezuelanos com COVID-19 de “bioterroristas”

Por ShareAmerica
outubro 06, 2020

O regime ilegítimo de Nicolás Maduro quer que os venezuelanos denunciem seus vizinhos que estão doentes com a COVID-19, chamando-os de “bioterroristas”.

A Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela de Maduro incitou os cidadãos a procurar venezuelanos doentes, dizendo que um migrante que retorna “é um bioterrorista que coloca em risco a saúde de todos”. Também forneceu um endereço de e-mail e pediu a qualquer pessoa com informações que envie “os dados da pessoa e sua localização exata”, para que o regime de Maduro possa detê-los.

“Eles nos disseram que estamos contaminados, que somos culpados de infectar o país”, disse Javier Aristizabal, enfermeiro de Caracas, ao New York Times. Ele disse que passou 70 dias em centros de detenção, depois de voltar da Colômbia em março.

Uma vez detidos, esses venezuelanos são colocados em condições de contenção inseguras, mesmo que não apresentem sintomas de COVID-19.

“Em hotéis confiscados, escolas abandonadas e estações de ônibus isoladas, os venezuelanos que retornam de outros países da América Latina estão sendo forçados a permanecer em quartos lotados de gente, com comida, água ou máscaras limitadas”, relatou o New York Times.

Enquanto o regime ilegítimo continua a criar mais problemas para os venezuelanos durante a pandemia, o presidente interino legítimo, Juan Guaidó, e o governo legítimo desenvolveram um programa para ajudar a oferecer melhor assistência médica para todos.

O programa Héroes de la Salud ajuda os profissionais de saúde da linha de frente a salvar vidas, dando-lhes os fundos e recursos necessários para combater o vírus, segundo a Assembleia Nacional.

O governo interino de Guaidó recentemente acessou fundos congelados, com o apoio do Departamento do Tesouro dos EUA, para pagar o salário dos trabalhadores da saúde, fornecendo cerca de US$ 20 milhões para o programa. Mais de 60.000 médicos e enfermeiros da linha de frente na Venezuela receberão US$ 100 por mês, uma soma consideravelmente maior do que seu salário sob o regime de Maduro.

O programa é um reconhecimento aos “homens e mulheres que salvam vidas em meio a uma emergência, uma pandemia e uma ditadura”, disse Guaidó no Twitter, “para que possamos continuar lutando pela liberdade da Venezuela. Diante dos desafios, vamos triunfar”.

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