Maduro acolhe grupos terroristas na Venezuela, informa relatório

Maduro acolhe grupos terroristas na Venezuela, informa relatório

Por Noelani Kirschner/Share America/Editado pela equipe da Diálogo
setembro 15, 2020

O regime de Maduro incentiva grupos terroristas internacionais a operar livremente na Venezuela, de acordo com um relatório do Departamento de Estado dos EUA.

O Relatório por países sobre terrorismo de 2019, divulgado em 24 de junho de 2020, documenta organizações terroristas colombianas e religiosas dentro da Venezuela que não apenas têm permissão para operar, como também são incentivadas pelo líder ilegítimo Nicolás Maduro a permanecer no país.

“Maduro e seus associados fazem uso de atividades criminosas para ajudar a manter sua permanência ilegítima no poder, promovendo um ambiente permissivo para grupos terroristas conhecidos”, afirma o relatório, “incluindo dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-D), do Exército de Libertação Nacional (ELN), de origem colombiana, e de simpatizantes do Hezbollah”.

Segundo o relatório, as FARC-D e o ELN lucram e administram partes do comércio internacional ilegal de drogas da Venezuela. O ELN supervisiona operações ilegais de mineração e obtém dinheiro advindo do sequestro de civis em troca de resgate.

Enquanto a vizinha Colômbia tem tentado impedir a influência desses grupos na América do Sul, Maduro permite que isso aconteça. O regime não atualizou sua legislação antiterrorista em 2019 para refletir a presença crescente de qualquer organização terrorista na Venezuela, nem fez esforços para processar judicialmente os grupos.

Além disso, “Nicolás Maduro acolheu abertamente ex-líderes das FARC que anunciaram o retorno às atividades terroristas”, diz o relatório.

Em 28 de julho de 2019, durante o Fórum de São Paulo em Caracas, Maduro disse que Iván Márquez e Jesús Santrich — ex-líderes das FARC — eram bem-vindos no país. Um mês depois, tanto Márquez como Santrich apareceram em um vídeo, convocando antigos membros das FARC a retomar o uso de armas contra o governo colombiano, diz o relatório.

A Assembleia Nacional da Venezuela denunciou imediatamente essas ações e continua a criticar a política de braços abertos de Maduro em relação às FARC-D e ao ELN. Em outubro de 2019, designou o Hezbollah, o Estado Islâmico e o ELN como organizações terroristas, informa o relatório.

Segundo a Assembleia Nacional, Maduro confere o controle de estados fronteiriços ao ELN. Um exemplo é Táchira, onde o grupo saqueia cidades e ameaça utilizar a violência.

O presidente interino, Juan Guaidó, pediu recentemente que as Forças Armadas Nacionais da Venezuela intensifiquem e protejam o país da crescente presença do ELN.

“Forças Armadas, a ordem é simples: exercitem a soberania e façam cumprir a Constituição”, disse Guaidó no Twitter. “Não fazer isso significa se submeter à vergonha de continuar colaborando com um narcotraficante e continuar a fechar as portas do mundo à assistência de que os venezuelanos necessitam hoje.”

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