Como comandante da 1a Brigada Blindada Coraceros, o General de Brigada Eduardo Valdivia Méndez lidera a maior e mais bem equipada unidade de armas combinadas da força terrestre do Exército do Chile. O Gen Bda Valdivia colocou seus anos de experiência à prova durante o exercício PANAMAX 24, desta vez como comandante do Componente Terrestre das Forças Combinadas (CFLCC). Diálogo teve a oportunidade de conversar com o Gen Bda Valdivia sobre a importância da interoperabilidade para combater os desafios do mundo moderno, entre outros temas.
Diálogo: O que significou para o senhor liderar o Componente Terrestre das Forças Combinadas do exercício PANAMAX 24?
General de Brigada Eduardo Valdivia Méndez, do Exército do Chile, comandante do Componente Terrestre das Forças Combinadas do PANAMAX 24: Como comandantes, estamos acostumados a liderar forças militares, mas esse é um desafio adicional, devido à barreira do idioma, às diferentes línguas que compõem nosso grupo humano e também às diferentes doutrinas. É um desafio superlativo, que vai além das capacidades de qualquer militar; estou orgulhoso por ter sido escolhido.
Diálogo: O CFLCC, sob sua liderança, reuniu cerca de 12 países da região. Quais são alguns dos desafios de interoperabilidade para um componente desse porte e como o senhor melhoraria essa interoperabilidade?
Gen Bda Valdivia: O exercício está muito bem estruturado, pois é planejado em diferentes fases e com tempo. Nós tivemos a possibilidade de participar das reuniões de planejamento prévio, inicial, intermediário e final. Isso nos permitiu um conhecimento final do que vínhamos realizar aqui. Talvez a única coisa a fazer seja que os países participantes não mudem as pessoas desde o início e que sejam as mesmas que têm a continuidade para realizar o exercício, a estrutura do exercício, a execução especificamente. É um exercício que vem sendo realizado há tantos anos que é quase perfeito em sua execução.
Diálogo: Qual é a importância de exercícios multinacionais como PANAMAX para as Forças Armadas do Chile?
Gen Bda Valdivia: O Exército do Chile foi um dos fundadores, por volta de 2003. Começou com o Chile, o Panamá e os Estados Unidos. Ao longo de todos esses anos, mais de 20, ele vem evoluindo e, para nós, vem assumindo maior importância. É uma instância para interoperar com outros países, falar diferentes idiomas, entender diferentes doutrinas e também compreender os desafios do mundo globalizado, especialmente as ameaças emergentes e as operações em múltiplos domínios.
Diálogo: Como sua experiência como comandante da 1ª Brigada Blindada Coraceros contribuiu para suas decisões sobre as operações do CFLCC?
Gen Bda Valdivia: Eu sou o comandante da 1a Brigada Blindada, que é a maior unidade de manobra do Exército do Chile. Como em qualquer ambiente atual, não estamos apenas conduzindo operações militares, mas também neste mundo de desastres naturais e ameaças emergentes. Estamos conduzindo muitas outras operações diferentes da guerra. Todas essas experiências contribuem e aprimoram as capacidades para esse tipo de exercícios.
Diálogo: Há algum tema do PANAMAX deste ano que o senhor gostaria de destacar?
Gen Bda Valdivia: Este ano eu gostaria de destacar principalmente a preparação, a atenção e a gentileza do Exército dos EUA para com todos os países que participamos, que viemos de muito longe. Eles nos fizeram sentir parte da equipe, nos fizeram sentir em casa e tivemos todas as comodidades e facilidades em termos de instalações, tecnologia, dados e também acompanhamento para podermos realizar esse exercício de uma maneira muito boa.
Só temos palavras de agradecimento aos generais, à General [de Exército Laura J.] Richardson, [do Exército dos EUA, comandante do Comando Sul dos EUA], ao General de Brigada [Philip] Ryan, [comandante do Exército Sul dos EUA] e a todos aqueles que tornaram esse exercício possível, desde a fase de preparação e especialmente até a execução, que não foi fácil. É um exercício extraordinário e exige muito esforço por parte da nação que está nos recebendo.