FAB oferece segurança e atendimento na região amazônica

A Força Aérea Brasileira (FAB) levou a tão necessária assistência médica às comunidades às margens do rio Negro, nas cidades de Moura e Barcelos, no estado do Amazonas. O Exercício de Campanha de Emprego de Logística, Saúde e Intendência Operacional (EXCELSIOR), realizado de 26 de maio a 4 de junho, atendeu cerca de 600 pessoas por dia, superando as expectativas, informou a FAB.

Para prestar o atendimento médico, a FAB instalou um hospital de campanha (HCAMP), que ofereceu acesso às seguintes especialidades: ortopedia, pediatria, ginecologia, clínica médica, dermatologia, proctologia, fisioterapia e odontologia. Outros serviços disponíveis incluíam atendimento psicológico, serviço social e serviços religiosos.

A 1º Tenente da FAB Larissa Cardoso Alvim Lima, médica ginecologista e obstetra que participou da atividade, explicou à Diálogo que a mobilização e a montagem de um hospital com diversas especialidades, e a coordenação em cada cidade caracterizaram a complexidade da atividade. “Tivemos que planejar minuciosamente os materiais e os equipamentos que seriam necessários nos atendimentos para que não faltasse nada e para que pudessem ser resolutivos em todas as situações”, ressaltou a 1º Ten Larissa Alvim.

O EXCELSIOR contou com a participação de 51 militares da área da saúde, além de mais de 50 militares envolvidos em transporte, logística e prestação de serviços na região. Segundo a 1º Ten Larissa Alvim, o EXCELSIOR propiciou também o adestramento e a integração das diversas equipes envolvidas, oriundas de várias organizações militares da FAB.

O EXCELSIOR atendeu cerca de 600 pessoas por dia, superando as expectativas. (Foto: Centro de Comunicação da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira)

Assistência aos Yanomami

Como parte da Operação Yanomami, conduzida pelo Comando Operacional Conjunto Amazônia, a FAB também prestou assistência médica ao povo Yanomami, por exemplo, por meio do HCAMP que foi montado na Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI), em Boa Vista, Roraima, em 3 de fevereiro, e prestou 2.000 atendimentos em mais de 80 dias de atuação.

“No HCAMP Yanomami pudemos atender indígenas que já haviam sido removidos do território Yanomami e que apresentavam alguma demanda em saúde com necessidade de tratamento na capital. A CASAI abrigava indígenas de diferentes etnias, dentre elas: Yanomami, Yekuana, Sanumã, Xiriana e Xirixana”, explicou a 1º Ten Larissa Alvim.

A Operação Yanomami é uma das maiores já realizadas pelo governo brasileiro com a utilização das Forças Armadas, tanto pela extensão da área de atuação – a Terra Indígena Yanomami possui 96,7 mil quilômetros quadrados e mais de 300 aldeias indígenas –, quanto pelos meios aéreos empregados.

O EXCELSIOR mobilizou mais de 100 militares das áreas da saúde, Intendência, operacional e de segurança e defesa. (Foto: Centro de Comunicação da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira)

Combate ao crime

O objetivo da Operação Yanomami, além de prestar assistência médica, é de combater os diversos crimes praticados por grupos criminosos na região amazônica, que afetam a sustentabilidade das comunidades indígenas. Um exemplo foi a interceptação de uma aeronave ilícita, realizada pela FAB no dia 2 de junho, sobre a Terra Indígena Yanomami.

“O tráfego ilícito foi identificado, interceptado e acompanhado por aeronaves da FAB […]. Após a interceptação, o avião irregular pousou em uma estrada de terra a cerca de 70 km a noroeste de Boa Vista, Roraima. Seus tripulantes fugiram com dois motociclistas que já os aguardavam no local. Em solo, agentes do IBAMA [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente] inutilizaram a aeronave interceptada”, informou o comunicado da FAB.

 

Além da Operação Yanomami, também foi realizada a Operação Ágata Amazônia, no período de 16 a 23 de maio. A iniciativa contou com a participação de 1.320 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de sete navios, oito embarcações e 10 aeronaves, com o objetivo de prevenir, controlar, fiscalizar e repreender os delitos transfronteiriços. 

De acordo com informações do Ministério da Defesa (MD), as duas operações já apresentaram resultados importantes: “Aproximadamente 1.600 kg de drogas apreendidas, além da inutilização de oito aeronaves e 122 embarcações ilícitas”, destacou o MD.

“A atuação conjunta da Marinha, do Exército e da FAB, em cooperação com agências do governo, já resultou na apreensão de R$ 81 milhões (US$ 16,5 milhões) em drogas, como pasta base, cocaína e maconha tipo skank”, acrescentou.

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