Costa Rica: segunda maior apreensão de cocaína da sua história

Costa Rica: segunda maior apreensão de cocaína da sua história

Por Roberto López Dubois/Diálogo
agosto 09, 2021

As autoridades costarriquenhas desferiram um duro golpe contra o narcotráfico em meados de julho, com a apreensão de mais de 4 toneladas de cocaína no porto de Moín, na província caribenha de Limón. Essa foi a segunda maior apreensão de cocaína da história do país.

“Foi um trabalho conjunto entre a Polícia de Controle de Drogas [PCD] e a Direção de Inteligência e Segurança [DIS]. Ele permitiu essa apreensão de 4.329 quilos de cloridrato de cocaína”, disse à imprensa o ministro da Segurança da Costa Rica, Michael Soto.

As autoridades confiscaram a droga durante uma inspeção de rotina dos contêineres no cais Gastón Kogan. Durante a operação, os agentes da PCD receberam informações de inteligência da DIS sobre a possível contaminação de contêineres em uma embarcação proveniente de Turbo, Colômbia, cujo destino final seria Limón. Dentro de um contêiner com cerâmica, os agentes encontraram vários pacotes contendo a droga.

“Essa foi uma operação importante, na qual foram detectados 173 pacotes dentro de um contêiner […]. O seu material lícito era cerâmica de piso, e nossos oficiais conseguiram detectar essa quantidade importante de cocaína”, disse o ministro. “Continuamos trabalhando pelo bem do país e fazendo apreensões importantes, e esperamos continuar fazendo esses confiscos para ultrapassar as cifras do ano anterior.”

Entre 1º de janeiro e meados de julho de 2021, a PCD confiscou 10.698 kg de cocaína em sete contêineres. Em todo o ano de 2020, as autoridades apreenderam 16.192 kg de cocaína ocultos em 18 contêineres, informou o Ministério da Segurança Pública em um comunicado.

Em meados de fevereiro de 2020, a PCD realizou o maior confisco de cocaína com um carregamento de mais de 5 toneladas distribuído em 202 malas, que se encontravam em um contêiner com plantas ornamentais, no terminal APM Terminals de Moín. O contêiner tinha como destino final Roterdã, nos Países Baixos, informou o jornal da Costa Rica El Mundo.

Segundo a organização internacional InSight Crime, dedicada à investigação do crime transnacional na América Latina e no Caribe, a apreensão recorde confirmou que a Costa Rica se tornou um importante exportador de cocaína para a Europa e que as remessas são administradas por redes transnacionais cada vez mais sofisticadas. De acordo com a organização, Limón, situado no Mar do Caribe, é o porto mais importante da Costa Rica e está conectado aos canais de Tortuguero, vias fluviais que passam através do Refúgio de Vida Silvestre Barra del Colorado, na fronteira com a Nicarágua. “Esses canais são amplamente utilizados para transportar carregamentos de drogas. Isso contribuiu para fazer de Limón um importante ponto de partida para a cocaína destinada à Europa e a outros mercados internacionais”, acrescentou a InSight Crime.

Em seu Relatório Estratégia Internacional de Controle de Narcóticos 2021, o Departamento de Estado dos EUA informou que a localização estratégica da Costa Rica e seu vasto território marítimo fazem com que o país seja um centro atrativo para o transporte, armazenamento e logística para o tráfico ilícito de drogas.

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