Costa Rica confisca mais de uma tonelada métrica de cocaína no Caribe

Costa Rica confisca mais de uma tonelada métrica de cocaína no Caribe

Por Gustavo Arias Retana/Diálogo
julho 23, 2020

O patrulhamento conjunto realizado pelas autoridades da Costa Rica e dos Estados Unidos conseguiu confiscar mais de uma tonelada métrica de cocaína no Mar do Caribe, no dia 23 de maio, em duas embarcações. Os confiscos foram realizados perto das comunidades de Cahuita e Manzanillo, na província de Limón.

Em uma das lanchas rápidas utilizadas pelos criminosos para transportar a droga foram encontrados também 19 tambores com combustível. (Foto: Ministério da Segurança Pública da Costa Rica)

“Aparentemente, os casos estão relacionados entre si e tiveram uma participação internacional muito importante, pois as apreensões estão vinculadas a uma estrutura criminosa transnacional colombiana (…)”, disse à Diálogo o ministro da Segurança Pública da Costa Rica Michael Soto. “Participaram da operação principalmente unidades do Panamá, Estados Unidos e Costa Rica (…).”

O primeiro caso ocorreu depois que as autoridades costarriquenhas receberam da Guarda Costeira dos EUA um alerta sobre uma embarcação suspeita que havia ignorado a ordem de parar, dada pelo Serviço Nacional de Guarda-Costas da Costa Rica, e por isso começou “a perseguição a uma lancha rápida, que durou vários minutos, resultando em uma troca de tiros e na detenção de cinco pessoas”, disse Soto. As autoridades policiais informaram que foram encontrados na embarcação 22 pacotes de cocaína, pesando aproximadamente 534 quilos.

No segundo caso, com a ajuda do Serviço Nacional de Guarda-Costas do Panamá e da Guarda Costeira dos EUA, “tem início uma perseguição no Panamá, que continuou na Costa Rica, e os indivíduos que viajavam em uma lancha rápida praticamente colidiram na costa e fugiram”, explicou o ministro da Segurança. Oficiais de polícia abordaram a lancha encalhada em Manzanillo, Limón, onde confiscaram 25 pacotes com cerca de 550 kg de cloridrato de cocaína.

“Esses casos têm relação com as estruturas criminosas que operam não somente na Costa Rica, mas em toda a região, e que tiram proveito da pandemia para se movimentar”, disse Soto. “Mas, aqui, a Colômbia participou com informação, o Panamá participou com perseguição e o Serviço Nacional da Guarda Costeira dos Estados Unidos com apoio aéreo e, da nossa parte, com as detenções; trata-se de um trabalho que realizamos em equipe”, disse.

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