O Caribe Colombiano foi o cenário do exercício internacional de Operações Especiais Fused Response, liderado pelo Comando de Operações Especiais Sul (SOCSOUTH), um componente do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), que ocorreu na área geral de Manzanillo del Mar e Barú, no departamento de Bolívar, de 5 a 12 de julho. O exercício, que no ano passado foi realizado no Chile, busca aprimorar as capacidades dos membros das forças de operações especiais e a colaboração entre os componentes do SOUTHCOM e várias nações parceiras.
“O Fused Response é uma oportunidade crucial para melhorar a prontidão e a interoperabilidade entre os componentes do SOUTHCOM e várias nações parceiras, como a Colômbia”, informou à Diálogo a Força Naval do Caribe (FNC), da Marinha Nacional da Colômbia. “Esse exercício anual permite que as forças militares participantes fortaleçam sua cooperação e respondam efetivamente aos desafios de segurança nacional.”

As Forças Militares da Colômbia responderam de forma eficaz e rápida aos desafios de segurança nacional, indicou um comunicado do Comando Geral das Forças Militares (CGFFMM). “Os soldados de terra, mar, rio e ar foram postos à prova diante de várias habilidades e destrezas na Costa do Atlântico.”
O evento contou com a participação do General de Divisão Antonio Fletcher, comandante das Operações Especiais da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e do Contra-Almirante Mark Shafer, da Marinha dos EUA, comandante do SOCSOUTH, disse o CGFFMM. Do lado colombiano, estavam presentes o Vice-Almirante Orlando Grisales Franceschi, da Marinha da Colômbia, chefe do Estado Maior Naval de Operações; o General de Brigada Pedro Arnulfo Sanchez Suarez, comandante do Comando Conjunto de Operações Especiais; e o Contra-Almirante Carlos Hernando Oramas, comandante do Comando Específico de San Andrés e Providencia.
“O Fused Response se concentra na resposta a ameaças assimétricas e crises de segurança nacional e internacional”, explicou a FNC. “Os participantes são treinados para lidar com cenários complexos e perigosos, como interdições marítimas e operações especiais.
Alguns dos exercícios de interoperabilidade incluíram treinamento de inserção com corda rápida, evacuação simulada por meio de aeronaves UH-60, execução de planejamentos conjuntos e integração de grupos de tarefa terrestres e marítimos, entre outros. Também foram realizadas manobras de forças especiais em ações diretas, assaltos marítimos através de mergulhadores táticos e projeção de forças com o apoio de guarda-costas, indicou o CGFFMM.
“O SOUTHCOM, por meio do seu Comando de Operações Especiais, lidera e organiza o exercício Fused Response”, afirmou a FNC. “Sua presença é fundamental, pois aporta experiência e recursos para melhorar a capacidade de resposta rápida e a integração das forças especiais em operações militares conjuntas e multinacionais.”
“Com o exercício Fused Response, a Colômbia fortalece sua liderança em operações especiais em todo o continente, traçando a colaboração e a interoperabilidade com essa potência mundial, demonstrando mais uma vez o profissionalismo bem-sucedido para cumprir a missão constitucional, exigindo o máximo de suas capacidades para enfrentar ambientes altamente complexos, sensíveis e perigosos, construindo também pontes entre as nações”, concluiu o CGFFMM. “É um lembrete de que, em tempos de desafio, a cooperação internacional é nossa melhor defesa.”
Este ano, o Comando Aliado das Forças de Operações Especiais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) certificou as Forças Especiais da Colômbia durante o Fused Responses, onde foi utilizado o processo de planejamento de operações especiais e as táticas, técnicas e procedimentos da OTAN. Essa certificação demonstra a interoperabilidade e a prontidão das Forças Especiais colombianas para operar ao lado dos aliados da OTAN, garantindo que elas cumprem os rigorosos padrões estabelecidos pela aliança, para a realização de missões de segurança complexas e dinâmicas.


