O primeiro trimestre de 2024 foi marcado por duas grandes conquistas contra o narcotráfico no Caribe Colombiano: a maior apreensão de cocaína do ano e a maior apreensão de maconha dos últimos 10 anos. Ambos os resultados foram obtidos por meio de operações coordenadas e combinadas entre as Forças Militares da Colômbia e a Força-Tarefa Conjunta Interagências Sul (JIATF Sul) do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM).
No final de março, após realizar uma longa perseguição a uma lancha rápida suspeita, uma Unidade de Reação Rápida da Estação de Guarda-Costas de San Andrés e Providencia, da Marinha da Colômbia, interceptou os fugitivos, que transportavam 3,3 toneladas de cloridrato de cocaína.

“A Marinha Nacional, através de seus componentes operacionais da Força Naval do Caribe e do Comando Específico de San Andrés e Providencia, através de uma operação de interdição marítima conjunta e combinada com aeronaves da FAC [Força Aeroespacial Colombiana] e do Comando Sul dos EUA, bem como uma plataforma da Marinha Nacional e da Força Aérea dos EUA, detectou uma embarcação suspeita dentro da jurisdição do departamento do Arquipélago de San Andrés e Providencia”, disse à mídia o Capitão de Mar e Guerra Carlos Urbano Montes, da Marinha da Colômbia, chefe do Estado-Maior do Comando Específico de San Andrés e Providencia.
“As unidades de superfície e de reação rápida da Estação de Guarda-Costas de San Andrés foram imediatamente informadas e procederam à detecção e interdição da embarcação, na qual foram encontrados cinco indivíduos: três de nacionalidade colombiana, um venezuelano e um hondurenho, e em seu interior foram encontrados pacotes com substâncias suspeitas. Eles foram levados com todas as medidas de segurança para a Estação de Guarda-Costas de San Andrés e, posteriormente, em coordenação com as autoridades competentes, foi detectado que isso corresponde a cloridrato de cocaína em mais de 3,3 toneladas.”
Durante o procedimento, os tripulantes da embarcação lançaram alguns pacotes do seu carregamento na água; no entanto, os marinheiros colombianos conseguiram recuperar a droga. “A substância apreendida está avaliada no mercado ilegal em mais de US$ 113 milhões”, disse a Marinha da Colômbia em um comunicado.

Outro resultado importante contra o narcotráfico foi alcançado no final de fevereiro, quando a maior apreensão de maconha dos últimos 10 anos foi feita pela Força Naval do Caribe no departamento de Bolívar. “Durante o desenvolvimento de uma operação contra organizações criminosas a serviço do narcotráfico, realizada pela Marinha da Colômbia, pela FAC e com o apoio da JIATF Sul, um total de 1.727 quilos de maconha e 266 kg de cloridrato de cocaína foram apreendidos, o que no mercado negro internacional teria um valor superior a US$ 18 milhões”, informou a Marinha da Colômbia.
“O apoio dos Estados Unidos tem sido um pilar fundamental no desenvolvimento das operações contra o narcotráfico, colocando à disposição da Marinha da Colômbia suas capacidades técnicas, tecnológicas e humanas, que, somadas às nossas capacidades, levam a uma sinergia operacional que nos permitiu afetar as organizações criminosas transnacionais, através da apreensão de mais de 90 toneladas de cocaína até o momento em 2024″, disse à Diálogo o Contra-Almirante Camilo Ernesto Segovia Forero, da Marinha da Colômbia, comandante da Força Naval do Caribe.
“Setenta por cento das operações realizadas no Caribe contam com a participação direta ou indireta de nossos países aliados, através da utilização de meios de superfície e aéreos, entre outros; são capacidades que, combinadas com as da nossa Marinha e o treinamento de nossos homens, permitiram apreender quantidades muito maiores do que no passado recente”, acrescentou o C Alte Segovia.
Entre os meses de janeiro e março de 2024, a Força Pública Colombiana registrou um aumento de 31,8 por cento nas apreensões de cocaína, em comparação com o mesmo período de 2023, de acordo com informações publicadas pela Presidência da República da Colômbia. “Essas operações da Força Pública contra o narcotráfico conseguiram apreender 176 toneladas de cocaína nesse primeiro trimestre de 2024, ou seja, 42 toneladas a mais do que no mesmo período de 2023.”