Bolívia em pé de guerra contra as drogas

Bolívia em pé de guerra contra as drogas

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
outubro 05, 2020

A Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia informou sobre a apreensão de mais de 2,3 toneladas de cocaína em diferentes operações realizadas nas últimas duas semanas de julho.

No dia 29 de julho, a FELCN informou que confiscou 260 quilos de cocaína, uma pequena aeronave, uma pista de pouso clandestina e deteve três pessoas em duas operações nos estados de Beni e Cochabamba. Entre os dias 21 e 24 de julho, os militares informaram que em quatro operações apreenderam 387 kg de cocaína nas estradas de La Paz, Beni e Santa Cruz, e detiveram oito pessoas. No dia 19 de julho, a FELCN confiscou, na província de Iténez, uma pequena aeronave e 1 tonelada de cocaína que tinha como destino o Brasil, disse a emissora de televisão boliviana UNITEL. Em outras quatro operações, no dia 14 de julho, a FELCN declarou que havia apreendido 412 kg de cocaína.

As polícias antinarcóticos obtiveram um “resultado fenomenal” no dia 13 de julho, após confiscar 237 kg de drogas na Amazônia, ao norte de La Paz. O Coronel da Polícia Boliviana Juan Percy Frías, diretor-geral da FELCN, disse à Diálogo, no dia 4 de agosto, que essa região “está definitivamente sendo utilizada como ponto de embarque para as aeronaves provenientes do Peru”.

Noventa e cinco por cento dos “narcovoos” que decolam do Peru entram na Bolívia; cada voo transporta uma média de 300 a 500 kg de cocaína para os países vizinhos, para que sejam depois reenviados aos mercados consumidores além-mar, disse na internet o Real Instituto El Cano da Espanha. “O território da Amazônia tem muitos aeroportos, nos quais as redes do narcotráfico aproveitam para fazer abastecimento de combustível, bem como pistas de decolagem clandestinas para chegar ao Brasil”, acrescentou o Cel Frías.

A força especial conta com o apoio da tropa de elite Diabos Rojos, uma unidade da Força Aérea Boliviana que mobiliza as tropas policiais antinarcóticos nas áreas pouco acessíveis, utilizando helicópteros. O Cel Frías destacou que com essa unidade eles mantêm um trabalho permanente para a realização de operações na selva e em pistas clandestinas.

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