Argentina incrementa sua resposta aos ciberataques

Argentina incrementa sua resposta aos ciberataques

Por Juan Delgado/Diálogo
novembro 10, 2021

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Durante o exercício Cyber Dawg 2021, realizado nos Estados Unidos no final de setembro, integrantes das Forças Armadas da Argentina incrementaram seus conhecimentos em negação de serviço, neutralização de antivírus e bloqueio de divulgação de dados confidenciais.

Cerca de 20 organizações estatais dos EUA, membros da Guarda Nacional da Geórgia e militares da Argentina, unidos sob o Programa de Associação Estatal do Departamento de Defesa dos EUA, participaram do exercício que pôs à prova as capacidades de prevenir ataques no âmbito do ciberespaço.

“A participação no exercício Cyber Dawg 2021 permitiu observar as diferentes funções envolvidas em um ambiente simulado com equipes de tecnologia da informação e de defesa cibernética altamente capacitadas”, disse à Diálogo o General de Brigada Aníbal Intini, do Exército Argentino, comandante do Comando Conjunto de Ciberdefesa (CCCD) do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Durante o exercício, os participantes foram organizados em três equipes: uma delas simulava uma organização fictícia que se defendia das ameaças cibernéticas e respondia aos ataques; outra representava os adversários, que buscavam explorar as vulnerabilidades; e a terceira era encarregada de monitorar as atividades dos primeiros dois grupos e de garantir o bom desenvolvimento do exercício.

Ameaças cibernéticas

Nos últimos 20 anos, o mundo tem visto surgirem novas formas de ameaças por parte de organizações não estatais, incluindo os ciberataques que desestabilizam os governos democráticos. Seus efeitos podem impactar, por exemplo, o tráfego aéreo, o abastecimento de energia e de água potável e o controle das infraestruturas nacionais cruciais. Nesse sentido, os militares argentinos do CCCD buscam detectar as ameaças e administrar os riscos de ataques cibernéticos à infraestrutura de informática essencial para o cumprimento de missões militares e aos sistemas dos serviços que são fundamentais para a segurança nacional.

“A evolução exponencial da tecnologia obriga as organizações de ciberdefesa a se atualizarem permanentemente no conhecimento e nos meios necessários para o cumprimento de sua missão”, destacou o Gen Bda Intini.

O oficial acrescentou que o CCCD também se beneficia do apoio do Comando Sul dos EUA, que “nos abre suas portas para capacitações presenciais e online, que permitem que nosso pessoal se adestre e treine nas diversas capacitações e procedimentos necessários”.

O primeiro exercício Cyber Dawg foi realizado em 2019, quando unidades da Guarda Nacional da Geórgia reproduziram formas de ransomware (sequestro de arquivos em troca de resgate) SAMSAM, que aterrorizaram as organizações mundiais em 2018.

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