Costa Rica apreende 2,9 toneladas de cocaína em contêiner de bananas

Costa Rica apreende 2,9 toneladas de cocaína em contêiner de bananas

Por Gustavo Arias Retana/Diálogo
dezembro 17, 2020

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A Polícia de Controle de Drogas da Costa Rica impediu a partida de um carregamento de drogas em um contêiner com bananas em Moín, província de Limón, no dia 11 de outubro de 2020; o carregamento seria destinado à Antuérpia, na Bélgica, e ao todo foram contabilizadas 2,9 toneladas de narcóticos, informou o jornal costarriquenho AMPrensa.

“Outro golpe contra o crime organizado internacional. No dia de hoje [11 de outubro], conseguimos detectar no cais do APM Terminal um contêiner suspeito, que ao passar pelos escâneres […] mostrou que havia no interior 2.903 pacotes de cloridrato de cocaína”, disse o ministro da Segurança Pública da Costa Rica, Michael Soto, em uma entrevista coletiva.

Soto destacou o desempenho das equipes policiais costarriquenhas durante 2020, ano em que projetam encerrar com as maiores apreensões de drogas em sua história, pois com esse confisco o país atingiu 12,5 toneladas de cocaína detectadas em contêineres, garantiu.

A carga de frutas que ocultava a droga partiu da comunidade de Matina, também na província de Limón. Entretanto, não se sabe onde foi contaminada com a carga ilícita. Normalmente, a contaminação ocorre no caminho e não durante o empacotamento da fruta, informou a polícia.

Método recorrente

Essa não foi a primeira vez em que a Costa Rica detectou drogas camufladas em contêineres de transporte de frutas. Em agosto, as autoridades encontraram 918 quilos de cocaína em um carregamento de abacaxis destinado a Roterdã, Holanda, informou o jornal costarriquenho La Nación.

Em maio ocorreu uma situação similar, quando a Polícia encontrou 1.250 kg de cocaína que também seria enviada a Roterdã. Nesse caso, os entorpecentes estavam camuflados em um carregamento de suco de abacaxi, publicou o jornal hondurenho Proceso Digital.

O programa de inspeção de contêineres da Costa Rica se beneficia enormemente do Centro de Análise de Imagens Remotas, apoiado pelos Estados Unidos. Nesta instalação, inaugurada em outubro com a participação da embaixadora dos EUA, Sharon Day, os analistas digitalizam imagens tiradas no porto de Moín, sinalizando contêineres que parecem conter narcóticos ou outros contrabandos.

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