WHINSEC dirige curso de Planejamento Interagências de Ações contra Crises em Honduras

WHINSEC e a Força-Tarefa Conjunta Bravo colaboraram para realizar um curso de resposta regional a emergências.
Por Maria Pinel, Gabinete de Relações Públicas da Força-Tarefa Conjunta Bravo | 21 janeiro 2019

Capacitação e Desenvolvimento

Instrutores do Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança se reuniram com representantes da Força-Tarefa Conjunta Bravo e com organizações de contingência hondurenhas para o Curso de Planejamento Interagências de Ações contra Crises, em Tegucigalpa, Honduras, de 10 a 14 de dezembro de 2018. (Foto: Maria Pinel, Gabinete de Relações Públicas da Força-Tarefa Conjunta Bravo)

Instrutores do Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança (WHINSEC, em inglês) se juntaram a representantes da Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-Bravo, em inglês) e a organizações de contingência hondurenhas para oferecer um curso de Planejamento Interagências de Ações contra Crises em Tegucigalpa, Honduras, de 10 a 14 de dezembro de 2018. O intercâmbio em assuntos específicos foi realizado na sede da COPECO, uma agência hondurenha de resposta a emergências, com o objetivo de reunir diferentes organizações para trocarem conhecimentos sobre as capacidades de cada uma. Entre os participantes estava o Corpo de Bombeiros, a Cruz Vermelha, a Unidade de Resgate Humanitário, representantes das Forças Armadas e socorristas do 911 de Honduras.

“O intercâmbio foi muito importante, porque compartilhamos mutuamente nossas funções; agora sabemos quais áreas estamos apoiando e o que devemos fazer não apenas durante uma crise, mas também antes, durante e depois, e como podemos apoiar-nos uns aos outros em coordenação com todos os participantes”, disse a Capitão de Mar e Guerra da Força Naval de Honduras Heidy Baquedano, participante do curso.

O WHINSEC permitiu o intercâmbio de ideias e das melhores práticas para estarmos melhor preparados para uma possível resposta de maneira conjunta. O instituto também promoveu a importância da coordenação e dos relacionamentos para consolidar as operações efetivas.

“O que esperamos alcançar é ter interoperabilidade, padronização e também transparência entre os processos”, disse Edwin Roldan, diretor do Departamento de Estudos Civis e Militares do WHINSEC. “Quanto mais trocarmos informações e quanto mais estabelecermos relacionamentos, melhor será. Ao invés de tomarmos direções diferentes, podemos unir esforços e unir forças para termos interoperabilidade e conhecimentos compartilhados.”

O oficial de logística hondurenho José Valladares, membro da COPECO, conduz o pessoal das diferentes organizações participantes de resposta a emergências em uma visita ao depósito de ajuda humanitária da COPECO. (Foto: Primeiro-Sargento do Exército dos EUA Raul Molina, WHINSEC)

O Primeiro-Sargento do Exército dos EUA Raul Molina, diretor do curso, enfatizou que esses intercâmbios facilitam a cooperação entre as organizações na ocorrência de um desastre e fortalecem sua prontidão, um elemento chave das linhas de esforço do Comando Sul dos EUA. O 1º Sgt Molina também destacou que a JTF-Bravo desempenha uma função importante na resposta regional às emergências, ao treinar com bombeiros de toda a América Central durante eventos tais como o Exercício CENTAM SMOKE. O exercício se concentra na interoperabilidade e na parceria, reunindo diferentes unidades para trabalharem como uma equipe unificada.

“Conversei com os bombeiros da JTF-Bravo e eles disseram que treinam com os bombeiros de Honduras, para que possam trabalhar juntos, e que isso traz muitos benefícios para eles e para nós. Estamos criando capacidades, mas também estamos criando ou reforçando uma parceria que já existe e, assim sendo, eu acho que o benefício em geral é o estabelecimento destas relações que terão benefícios a longo prazo para todos”, disse o 1º Sgt Molina.

O curso foi o primeiro do gênero realizado pelo WHINSEC em Honduras. Seu objetivo é aprimorá-lo e envolver as lideranças seniores para compartilharem ideias e levantarem um debate sobre os métodos para aperfeiçoar os procedimentos, as diretrizes e os programas atuais, bem como desenvolver o intercâmbio para um exercício multinacional regional.

“Penso que o curso poderia se expandir e envolver mais nações parceiras e países vizinhos; isso seria o ideal”, concluiu o 1º Sgt Molina. “Se conseguirmos realizar isso não apenas interagências, mas de maneira multinacional, acho que seria excelente, da mesma forma como o CENTAM SMOKE engloba bombeiros multinacionais e aumenta sua capacidade e seu potencial.”

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