Crise venezuelana está no centro das atenções na Conferência das Américas em Washington

Líderes do hemisfério reiteraram seu apoio ao presidente interino Juan Guaidó e à necessidade da mudança de regime para a estabilidade da região.
Nathalie Gouillou/Diálogo | 14 maio 2019

Venezuelanos protestam contra o presidente Nicolás Maduro, enquanto representantes de mais de uma dezena de países europeus e latino-americanos realizam seu III Encontro do Grupo Internacional de Contato para a Venezuela, em San Jose, Costa Rica, no dia 6 de maio de 2019. (Foto: Arnoldo Robert/AFP)

Altas autoridades dos EUA e líderes do hemisfério ocidental se reuniram no dia 7 de maio de 2019 na 49ª Conferência das Américas em Washington, no Departamento de Estado dos EUA, para discutir sobre as principais politicas que afetam a região, sob o tema “Transtornos e transformação nas Américas”. A crise venezuelana esteve no centro das discussões, quando muitos palestrantes abordaram o flagelo dos venezuelanos e a necessidade urgente de uma transição para a democracia.

“Nicolás Maduro é um ditador que não tem direito legítimo ao poder; Nicolás Maduro precisa sair”, disse o vice-presidente dos EUA Mike Pence, que considerou a crise da Venezuela uma batalha entre o totalitarismo e a democracia.

O senador dos EUA pela Flórida Marco Rubio, presidente do Subcomitê do Hemisfério Ocidental do Senado dos EUA, concordou com Pence e contestou a ideia de que apoiadores do presidente ilegítimo sejam ideólogos.

“Eles não apoiam Maduro por serem leais a ele ou leais a alguma ideologia”, disse Rubio. “Eles ficam do lado dele porque ele lhes permite guardar o dinheiro, continuar ganhando dinheiro e proteger seu status.”

Apoiadores oposicionistas venezuelanos fazem uma vigília com velas e uma missa Católica, no dia 5 de maio de 2019, em memória das vítimas das manifestações de 30 de abril e 1º de maio em Caracas, Venezuela. (Foto: Hugo Passarello Luna / Hans Lucas)

A vice-presidente da Colômbia Marta Lucia Ramírez falou sobre as preocupações do seu país e reiterou o apoio da Colômbia ao presidente interino Juan Guaidó. Ramírez também citou questões de segurança que cercam o regime de Maduro, incluindo a sua proteção e cooperação com membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), do Exército de Libertação Nacional (ELN) e de grupos extremistas islâmicos.

“O que está claro para nós é que eles não são um governo eleito. Não assumiram o poder democraticamente; eles assumiram o poder através da força”, disse Ramírez durante um encontro bilateral com o secretário de Defesa interino dos EUA Patrick Shanahan, no Pentágono, também no dia 7 de maio. “Trata-se de uma questão de segurança e também de estabilidade, uma questão de futuro – o futuro da nossa democracia, dos nossos valores.”

Em um esforço para assumir o controle do governo, Guaidó conclamou a população para uma manifestação no dia 30 de abril, apelando aos comandantes militares que se juntassem a ele. O presidente dos EUA Donald Trump e seus mais altos assessores endossaram as tentativas de Guaidó de derrubar Maduro.

“Os Estados Unidos da América continuarão a exercer toda a pressão diplomática e econômica em busca de uma transição pacífica da democracia na Venezuela”, disse Pence aos participantes da conferência realizado no Departamento de Estado. “Mas, que todos aqueles que continuam oprimindo o bom povo da Venezuela saibam: todas as opções estão sobre a mesa.”

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