Comando Sul lidera exercício regional de reação em casos de emergências

O FAHUM 2019 avalia os mecanismos de resposta, evacuação e atendimento às vítimas em situações de desastres por fenômenos naturais.
Lorena Baires / Diálogo | 26 junho 2019

Resposta Rápida

Os militares puseram à prova sua capacidade de resposta rápida para evacuações aéreas. (Foto: Terceiro-Sargento Miguel Ruiz, Relações Públicas do 100º Destacamento Móvel do Exército dos EUA)

O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) liderou e patrocinou os exercícios combinados das Forças Aliadas Humanitárias 2019 (FAHUM 2019), realizados entre os dias 6 e 17 de maio, na República Dominicana. O evento reuniu as Unidades Humanitárias de Resgate (UHR) da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru e República Dominicana, para reforçar os mecanismos civis e militares de resposta a emergências e desastres, através de simulações.

“Temos o compromisso de melhorar e fortalecer a cooperação cívica e militar regional para responder a possíveis cenários de desastres”, enfatizou a General de Brigada do Exército dos EUA Irene Zoppi, representante do SOUTHCOM e diretora da Célula de Participação Ativa da Reserva do Exército Sul dos EUA. “O compromisso não pode ser interrompido; devemos assimilar essas experiências e transformá-las em procedimentos normais, educacionais e de treinamento, aplicando-as em desafios que serão criados pelos desastres no futuro.”

Os exercícios projetaram as capacidades de executar operações de resposta rápida em um âmbito multidisciplinar e internacional junto ao SOUTHCOM. “Com as operações realizadas no terreno, os militares revisaram planos, protocolos, procedimentos e mecanismos regionais para a cooperação e a coordenação”, assegurou o General de Divisão do Exército Rubén Darío Paulino, ministro da Defesa da República Dominicana. “Levamos uma resposta eficiente, compartilhamos informações e designamos tarefas e funções, de acordo com a competência em cada uma das situações.”

O SOUTHCOM patrocina e organiza o exercício anualmente para atualizar os procedimentos de evacuação, resgate e distribuição de ajuda através das forças militares. “O FAHUM é a materialização da solidariedade entre as nações irmãs e dos cidadãos no que se refere aos desastres naturais, para que estejamos preparados quando a realidade nos superar”, disse o General de Brigada do Exército Santo Domingo Guerrero, diretor de Planejamentos e Operações do Estado-Maior Conjunto do Ministério da Defesa da República Dominicana.

Capitalizar experiências

O FAHUM 2019 concentrou sua atenção nos desastres provocados por furacões, tsunamis, inundações e terremotos de grande magnitude. As simulações foram realizadas no Rio Yuma, província de Duarte, e na Villa Escondida, na 1ª Brigada de Infantaria do Exército da República Dominicana.

Militares realizaram na sede da 1ª Brigada de Infantaria do Exército da República Dominicana uma simulação de terremoto com prédios em colapso, quedas das redes elétricas e incêndios em edificações. (Foto: Ministério da Defesa da República Dominicana)

As inundações e terremotos simulados avaliaram os mecanismos de classificação de vítimas em massa, atendimento às vítimas nos abrigos, recebimento de ajuda, capacidade de resposta médica e procedimentos de traslados para hospitais.

“As comunicações foram interrompidas por algum tempo, o que obrigou os centros de operações a buscarem formas alternativas para comunicar-se e levar as mensagens às comunidades, e atender a população”, disse José Figueroa, coordenador do FAHUM 2019 do SOUTHCOM. “Assim avaliamos os procedimentos de busca, resgate, evacuação, serviços médicos, coordenação e verificação da assistência humanitária internacional.”

Os resultados dessas simulações são avaliados por diversas equipes especializadas em atendimento emergencial das forças armadas e organizações civis. No final, é entregue um relatório sobre as experiências bem-sucedidas e as oportunidades de melhora para elevar as capacidades operacionais regionais.

“O importante é que a população esteja envolvida para vencer o medo nesses desastres; a melhor maneira é aprender a responder de forma efetiva”, disse o General de Brigada do Exército Juan Manuel Méndez, diretor do Centro de Operações de Emergência da República Dominicana. 

Desastres sem fronteiras

O FAHUM melhora e fortalece a cooperação cívico-militar hemisférica e regional para responder aos diferentes cenários de desastres. No entanto, os desafios nunca terminam e uma situação de emergência pode envolver mais de um país.

“Devemos inspirar nossas comunidades para que tomem consciência e se preparem através da prevenção, autogestão de seu entorno, conhecimento da sua localização geográfica e riscos associados, porque um desastre não tem fronteiras. Ele pode impactar não apenas um país, mas também uma região inteira”, finalizou o Gen Bda Zoppi. “Isso requer uma resposta eficaz para toda a região afetada e só será eficiente se houver planejamento e treinamento com antecipação.”

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