EUA: Nicolás Maduro está no comando apenas ‘provisoriamente’

O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo disse no dia 5 de maio de 2019 que Nicolás Maduro está “no comando apenas provisoriamente”.
Ken Bredemeier/Voz da América, editado pela Diálogo | 10 maio 2019

Ameaças Transnacionais

Um manifestante antigovernista participa de um dia de vigília e orações, em Caracas, no dia 5 de maio de 2019. (Foto: Ronaldo Schemidt, AFP)

O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo disse no dia 5 de maio de 2019 que Nicolás Maduro está “no comando apenas provisoriamente”, apesar da tentativa frustrada da semana passada do presidente interino Juan Guaidó de derrubar o atual regime.

A alta autoridade diplomática dos EUA disse ao programa “This Week”, na ABC News, que “Maduro não pode se sentir confortável quanto à segurança do seu cargo”. Ele disse que os dias de Maduro como líder venezuelano estão contados, mas não mencionou um prazo.

Guaidó, presidente interino da Venezuela, levou milhares de compatriotas às ruas da capital, Caracas, durante dois dias na semana passada [30 de abril e 1º de maio], em protesto contra o regime socialista de Maduro, mas os altos comandos militares não atenderam ao chamado de Guaidó para se juntarem a ele e derrubar Maduro.

Cinco manifestantes morreram nos confrontos com a polícia. Líderes pró-Guaidó planejaram uma homenagem no domingo [5 de maio] para os mortos nos protestos da semana passada.

Autoridades venezuelanas ainda investigam o acidente de helicóptero que aconteceu no sábado [4 de maio], perto de Caracas, e que matou sete militares que se dirigiam a uma base militar próxima à cidade de San Carlos.

Durante a semana, altas autoridades dos EUA elogiaram os esforços contra Maduro, pois a sua queda parecia possível. Mas Pompeo rejeitou a ideia de que o golpe abortado tenha sido devido a uma falha da inteligência dos EUA. “Não, absolutamente”, disse Pompeo.

Ele disse que os Estados Unidos continuarão a apoiar o “retorno da democracia para o povo venezuelano.”

Pompeo fez um chamado à Rússia, Cuba e Irã para cessar o apoio ao regime de Maduro. “Queremos que todos se retirem”, disse ele.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov disse que os EUA deveriam “abandonar seus planos irresponsáveis” de derrubar Maduro.

Como fez em dias anteriores, Pompeo não descartou uma intervenção militar americana na Venezuela. Mas nem Pompeo nem o presidente Donald Trump especificaram em que circunstâncias os EUA enviariam tropas ao país sul-americano.

“Estou convencido de que qualquer ação que seja tomada na Venezuela será legal”, disse Pompeo.

Guaidó é considerado o líder legítimo da Venezuela pelos EUA e por mais de 50 outros países.

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