EUA suspendem as sanções contra o ex-chefe de inteligência da Venezuela que rompeu com Maduro

O vice-presidente dos EUA Mike Pence anunciou que os Estados Unidos suspenderiam as sanções contra o ex-chefe de Inteligência da Venezuela, General de Exército Cristopher Figuera.
Steven McLoud/Diálogo | 13 maio 2019

Simpatizantes de Juan Guaido em uma manifestação contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro na Plaza Alfredo Sadel em 11 de maio de 2019 em Caracas, Venezuela. (Foto: Rafael Briceño Sierralta/NurPhoto)

O vice-presidente dos EUA Mike Pence anunciou que os Estados Unidos suspenderiam as sanções contra o ex-chefe de Inteligência da Venezuela, General de Exército Cristopher Figuera, em declarações feitas durante a Conferência das Américas de Washington do Departamento de Estado dos EUA, evento anual realizado no dia 7 de maio.

Na semana passada, o General de Exército  Cristopher Figuera se juntou ao presidente interino Juan Guaidó apoiando a democracia na Venezuela, e enviou uma mensagem clara aos líderes militares que ainda trabalham para o regime de Nicolás Maduro de que há um outro caminho caso esses líderes militares decidam romper com o governo.

“Os Estados Unidos da América considerarão suspender as sanções contra aqueles que passarem para o lado da constituição e apoiarem o Estado de Direito”, disse Pence. “Espero que as ações tomadas pela nossa nação hoje encorajem outros a seguir o exemplo do General do Exército Cristopher Figuera”, acrescentou.

Na sequência dos esforços do presidente interino Guaidó batizados de ‘Operação Liberdade’, o General do  Exército Figuera escreveu uma carta ao povo venezuelano dizendo que  chegou a hora de ‘reconstruir o país’. A carta circulou amplamente nas redes sociais, e uma autoridade americana confirmou mais tarde a sua autenticidade.

Figuera disse ainda que “a corrupção cresceu tão rapidamente que ‘muitos servidores públicos de alto escalão a praticam como um esporte. Chegou o momento de buscarmos outras formas de fazer política”, o General do Exército Figuera escreveu.

Na mesma semana, mais de 20 membros do Exército venezuelano solicitaram asilo à Embaixada do Brasil na capital venezuelana Caracas, segundo um porta-voz do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

O comandante do Comando Sul dos EUA, Almirante de Esquadra Craig Faller, repercutiu as declarações do vice-presidente Pence afirmando que os militares venezuelanos precisam decidir se apoiarão o povo ou um ‘tirano’, referindo-se a Maduro.

“Nossa legitimidade começa com o juramento que cada um de nós faz de proteger nossos cidadãos e nossas constituições”, disse o Alte Esq Faller no dia 8 de maio em Tegucigalpa, Honduras, durante uma conferência de segurança com chefes de Defesa centro-americanos. “Cumprir nossos juramentos, não importa quais sejam, é nosso dever sagrado”, acrescentou.

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