Força Aérea dos EUA ensinam recuperação de aeronaves aos parceiros da Força Aérea do Chile

A 12ª Força Aérea (Forças Aéreas Sul) enviou ao Chile uma Equipe de Treinamento Móvel.
Pela Terceiro-Sargento Angela Ruiz da 12ª Força Aérea (Forças Aéreas Sul) | 3 julho 2018

Relações Internacionais

O Primeiro-Sargento da Força Aérea dos EUA Charles Biddulph, membro da 21ª Equipe de Treinamento Móvel Space Wing, ensina o militar chileno a conectar um cabo de fixação a um anel D de um trem de pouso de uma aeronave, durante o CDDAR na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, Chile, no dia 4 de junho de 2018. (Foto: Terceiro-Sargento da Força Aérea dos EUA Angela Ruiz)

A 12ª Força Aérea (Forças Aéreas Sul) enviou ao Chile uma Equipe de Treinamento Móvel (MTT, em inglês) para treinar a Força Aérea do Chile (FACh) na recuperação de aeronaves desativadas por avarias sofridas em desastres (CDDAR, em inglês), entre 13 de maio e 8 de junho de 2018. A MTT de CDDAR foi formada por quatro chefes de tripulação experientes das bases da Força Aérea dos EUA Davis-Monthan, no Arizona, da Hill, em Utah, e Peterson, no Colorado, que têm experiência como líderes de equipes para aeronaves acidentadas.

A equipe viajou para a Base da Força Aérea Los Condores em Iquique, Chile, para trabalhar com o 3º Grupo de Aviação, e depois para a Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, Chile, para trabalhar com o 5º Grupo de Manutenção de Brigada Aérea. “Considero as MTTs uma ferramenta primordial em nosso aparato de cooperação em matéria de segurança”, disse o Tenente-Coronel da Força Aérea dos EUA Hector L. Gonzalez, chefe da seção da Força Aérea da divisão de Cooperação para a Segurança no Teatro de Operações da Embaixada dos Estados Unidos em Santiago, Chile.

O Ten Cel Gonzalez explicou que as MTTs são solicitadas e financiadas pela FACh. “Por sermos capazes de prestar assistência em uma área onde eles sentem a necessidade de melhorar, estamos criando essa parceria, esse relacionamento.”

O Primeiro-Sargento da Força Aérea dos EUA Michael Powell, membro do 388º Esquadrão de Manutenção de Aeronaves da MTT, explicou que a MTT ensinou os princípios básicos sobre como preservar a área adjacente ao acidente com uma aeronave para efetuar uma investigação e recuperar uma aeronave danificada ou desativada. Durante o curso de treinamento, membros da FACh receberam instruções em aulas que cobriram o plano de recuperação de aeronaves, equipamento de proteção pessoal e operação de CDDAR, seguidos de treinamento prático.

O curso de duas semanas em CDDAR foi ministrado em inglês, da mesma forma que o curso de CDDAR da Força Aérea dos EUA. Foi uma oportunidade que os membros da FACh tiveram de praticar a conversação em inglês. Eles já liam em inglês, visto que suas instruções técnicas são as mesmas usadas pela Força Aérea dos EUA.

Membros da Força Aérea do Chile levantam com um guindaste uma aeronave chilena F-16 Fighting Falcon durante um curso de CDDAR, enquanto membros da Força Aérea dos EUA fazem a avaliação na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, Chile, no dia 7 de junho de 2018. (Foto: Terceiro-Sargento da Força Aérea dos EUA Angela Ruiz)

“O fato de o curso ser em inglês na verdade me ajudou”, disse o membro da FACh Gonzalo Payacan, chefe de tripulação do Grupo de Manutenção F-16 Fighting Falcon da 5ª Brigada Aérea. “Todas as instruções técnicas da minha especialidade são escritas em inglês. O curso ajuda no meu preparo, para quando seja necessário.”

Como objetivo final do curso, os membros da FACh demonstraram seus conhecimentos para responder a uma simulação de desastre e desativação da aeronave F-16 Fighting Falcon, conectando um guindaste para simular o levantamento do avião. “Assistir fisicamente aos procedimentos para erguer a aeronave foi uma grande experiência”, disse Paycan. “Sou grato por ter tido esta experiência.”

Trinta e cinco membros da FACh se formaram no curso de CDDAR em ambos os locais. A equipe chilena incluiu chefes de tripulação, mecânicos de motores a jato, técnicos de chapas metálicas, mecânicos de aviônica, oficiais não comissionados de segurança, técnicos egressos, técnicos em inspeção não destrutiva de aeronaves, técnicos em equipamentos das tripulações aéreas e inspetores de controle de qualidade.

“É muito importante a nossa interação com especialidades diferentes de aviônica, quando precisamos trabalhar em uma aeronave”, disse o Segundo-Sargento Benjamin Zepeda, chefe de tripulação do Grupo de Manutenção F-16 Fighting Falcon da 5ª Brigada Aérea. “Eles terão diferentes pontos de vista e serão eles que içarão a aeronave.”

Ao atingir o objetivo final, os membros das forças aéreas dos EUA e do Chile fizeram um relatório da equipe sobre o que foi bem realizado e o que poderia ser aperfeiçoado. No dia seguinte, os membros da Força Aérea dos EUA comandaram uma cerimônia de formatura para os novos membros chilenos certificados em CDDAR.

“Obrigado por seu tempo e sua paciência e por nos terem transmitido instruções, experiências de vida e seus conhecimentos”, disse o 2S Zepeda. “Os instrutores fizeram todo o possível para fazer com que o curso fosse o melhor.”

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