Forças de Operações Especiais cumprem sua missão no Caribe

As Forças Armadas dos EUA reforçam os esforços de ajuda no Caribe após os furacões Irma e Maria.
Segundo Sargento do Exército dos EUA Osvaldo Equite, Comando de Operações Especiais Sul | 4 outubro 2017

Resposta Rápida

Mestres de carregamento do 15º Esquadrão de Operações Especiais caminham até um MC-130H de Combate Talon II em Barbados no dia 24 de setembro de 2017. Aproximadamente 50 Comandos Aéreos fazem parte de um grupo destacado para fornecer ajuda humanitária após os furacões Irma e Maria devastarem ilhas do Caribe. (Foto: Soldado-de-Primeira-Classe da Força Aérea dos EUA Joseph Pick)

Três dias após pousarem na ilha de St. Martin, os membros do serviço de Operações Especiais do Comando Sul (SOCSOUTH, por sua sigla em inglês) passaram suas operações de ajuda para a Força-Tarefa Conjunta-Leeward Islands (JTF-LI, por sua sigla em inglês) em áreas do Caribe devastadas pelos furacões Irma e Maria. Desde 11 de setembro, os membros do SOCSOUTH e as forças designadas – como parte de uma força-tarefa maior – auxiliam na localização e na evacuação de cidadãos estadunidenses, coordenando a distribuição de produtos que salvam vidas, sustentando sistemas de comunicação por satélite e orientando operações noturnas vitais de campos de pouso, enquanto mantêm a conscientização extremamente necessária sobre a situação em terra.

Essa conscientização da situação permitiu que os membros do SOCSOUTH e forças designadas do 15º Esquadrão de Operações Especiais (SOS, por sua sigla em inglês), de Hurlburt Field, na Flórida, identificassem e evacuassem 19 alunos de medicina estadunidenses da ilha de Dominica.

“Estávamos extremamente amedrontados”, disse Yaadveer Chahal, estudante da Escola de Medicina da Universidade Ross evacuada pelo 15º SOS. “Estávamos todos chorando e não tínhamos nem certeza se alguém sabia onde estávamos”, disse ela, acrescentando que os alunos estavam há dias sem os itens básicos à espera da evacuação. No entanto, as Forças de Operações Especiais dos EUA em terra sabiam de seu paradeiro e conseguiram planejar sua evacuação.

O elemento de ligação do SOCCOUTH – composto pela Força Aérea, pelo Exército e pelas Forças de Operações Especiais da Marinha – coordenou para que helicópteros do navio USS Wasp levassem os alunos a um campo de pouso onde um MC-130H de Combate Talon II do Comando de Operações Especiais da Força Aérea foi encarregado de pousar para evacuá-los.

As capacidades flexíveis e singulares das Forças de Operações Especiais dos EUA (USSOF, por sua sigla em inglês) permitiram a coordenação e evacuação dos cidadãos estadunidenses à noite, com assistência limitada do controle de terra, e a partir de um aeroporto sem energia devastado pelo furacão Maria, disse o Tenente-Coronel da Força Aérea dos EUA Sean P. Cunniff, futuro chefe de operações do SOCSOUTH, que ajudou a coordenar as operações aéreas para o comando.“Era um campo de pouso sem controle, com uma situação em terra incerta, rodeado pelo mau tempo e bem no fim do turno diário de uma tripulação tática”, disse o Ten Cel Cunniff do esforço da tripulação do Comando de Operações Especiais da Força Aérea (AFSOC, por sua sigla em inglês). “Isso é muito quando se considera voar para um lugar sem luzes e sem torre de controle – tudo no fim de uma missão de destacamento de última hora – as USSOF são o único elemento capaz de fazer isso.”


“Se não fosse pelos militares anteriores e os membros atuais do serviço que apareceram e trabalharam sem parar, nós estaríamos perdidos”, disse o estudante universitário, originário de Berkeley, Califórnia, que também estava sob observação médica devido a questões súbitas de saúde.

Embora esse seja apenas um exemplo do esforço da força-conjunta em apoio direto ao Escritório de Assistência a Desastres dos EUA no Estrangeiro da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, a evacuação também destacou as distintas capacitações das forças do Comando de Operações Especiais dos EUA.

“Como parceira de interoperação de suporte mútuo, as USSOF aportam capacidades únicas a nossos parceiros necessitados e à força-tarefa conjunta”, disse o Contra-Almirante da Marinha dos EUA Collin P. Green, comandante do SOCSOUTH. “Temos as pessoas certas com as habilidades e os equipamentos necessários sempre prontos para entrar em ação.”

“Excelente trabalho de preparação da equipe”, disse o Almirante-de-Esquadra Kurt W. Tidd, comandante do Comando Sul dos EUA, durante uma reunião de atualização de missão na semana passada. “O SOCSOUTH vem fazendo um excelente trabalho, principalmente após dois furacões terem devastado a região”, acrescentou.

“No final das contas, somos apenas mais um membro da equipe buscando maneiras de ajudar”, disse o C Alte Green. Mais de 70 membros do SOCSOUTH e forças destacadas foram espalhadas por todo o Caribe, fornecendo apoio de comunicações, conscientização da situação, flexibilidade logística e capacidade de transporte em apoio direto ao JTF-LI e SOUTHCOM dos EUA.

Além disso, as forças do AFSOC estabeleceram um ponto avançado de reabastecimento em voo para reabastecer helicópteros e outras aeronaves que executam missões de recuperação na área de atuação. As forças do AFSOC que apoiam o SOCSOUTH incluem a 1ª Ala de Operações Especiais e a 492ª Ala de Operações Especiais. “O SOCSOUTH permanece pronto e flexível para responder quando solicitado a dar apoio à missão”, disse o C Alte Green.

O SOCSOUTH é responsável por todas as atividades das USSOF no Caribe e nas Américas Central e do Sul e serve como componente para o USSOCOM e USSOURHCOM. Desde 2007, a parte norte da ilha de St. Martin se tornou uma coletividade ultramarina francesa conhecida como Saint Martin. Em 2010, a parte sul holandesa da ilha se tornou a nação independente de Saint Maarten, parte do Reino da Holanda.




Compartilhar:
Comente:
Gosta dessa história? Sim 23
Carregando conversa