SOUTHCOM entrega galpão de ajuda humanitária a Honduras

A contribuição dos EUA fortalece a capacidade de resposta do país da América Central em casos de emergências.
Kay Valle/Diálogo | 16 agosto 2018

Relações Internacionais

No final de junho, o governo dos EUA, através do Comando Sul, entregou um galpão a Honduras para armazenar suprimentos de resposta a emergências. (Foto: Comissão Permanente de Contingências de Honduras)

No final de junho de 2018, o governo dos EUA, através do Comando Sul (SOUTHCOM), doou um galpão de ajuda humanitária a Honduras, que servirá para armazenar provisões para o atendimento em casos de emergências. O Programa de Assistência Humanitária do SOUTHCOM fez a entrega do mesmo no dia 22 de junho à Comissão Permanente de Contingências (COPECO) de Honduras, como parte de uma doação avaliada em US$ 1,1 milhão.

O galpão contribui para consolidar a autossuficiência de Honduras em casos de desastres naturais ou causados pelo homem. A doação fortalece também a capacidade de gestão de risco do país da América Central.

“Essa estrutura tem vital importância para a COPECO, porque fortalece nossa capacidade de resposta e preparo frente a uma emergência, ao permitir que armazenemos uma maior quantidade de insumos necessários para o atendimento à população”, disse Lisandro Rosales, ministro nacional encarregado da COPECO. “Seria difícil avaliar a extensão do benefício que essa obra traz para o país.” 

Ajuda imediata

A Divisão do Atlântico Sul do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, designada à região latino-americana que compreende a área de operações do SOUTHCOM, se encarregou do projeto, da alocação e da construção do galpão. O armazém de 12,2 metros de altura e 36,2 m de largura foi construído nas instalações da COPECO, em Tegucigalpa.

O projeto demorou oito meses para ficar pronto. Com esse novo galpão, as instalações da COPECO em Tegucigalpa passam a ter dois espaços para armazenamento de insumos básicos.

“Agora a COPECO tem 35.000 m de galpão em nível nacional”, Rosales destacou. “Em termos mais claros, isso significa que temos capacidades prontas para manter nossas instalações abastecidas e, assim, prestar ajuda imediata a quem dela necessitar.”

Cada galpão tem capacidade de reserva de insumos básicos para prestar assistência a cerca de 500 famílias nas primeiras 24 horas após uma emergência, explicou Oscar Mencía, diretor de Preparação e Resposta da COPECO. Os armazéns permitem oferecer apoio à população durante a temporada de chuvas e a temporada de seca.

“Na temporada de seca [de 2014 a 2015], a COPECO distribuiu 300.000 bolsas de alimentos para sustentar as famílias atingidas pelas secas durante 15 dias”, disse Mencía à Diálogo. “Essa ação foi realizada junto ao PMA [Programa Mundial de Alimentos] e as provisões foram entregues nos estados que formam o corredor seco [o nordeste do país].”

Heide B. Fulton, encarregada de negócios da Embaixada dos EUA em Honduras, fez a entrega oficial do galpão à COPECO no dia 22 de junho. (Foto: Comissão Permanente de Contingências de Honduras)

Os galpões servem ainda para dar apoio aos países vizinhos, caso seja necessário. Por exemplo, a COPECO armazenou cerca de 13,6 toneladas de alimentos, 2.000 kits de higiene, água engarrafada e outros itens que foram distribuídos na Guatemala após a erupção do vulcão de Fogo no dia 3 de junho.

“Essa ajuda é muito importante, já que fortalece não apenas a COPECO, mas também fortalece Honduras e a parte operacional da COPECO, que é a UHR [Unidade Humanitária de Resgate das Forças Armadas de Honduras]”, disse à Diálogo o Capitão-de-Mar-e-Guerra do Corpo de Fuzileiros Navais Mario Alberto Matute Pacheco, comandante da UHR-Honduras. “Esses galpões facilitam o nosso trabalho; contamos com eles para atender às exigências da população.”

Zonas de vulnerabilidade

A COPECO solicitou a construção do último galpão ao governo dos EUA em 2014. Até agora, cinco galpões foram construídos com o apoio dos EUA – dois em Francisco Morazán, um em Puerto Lempira, estado de Gracias a Dios, outro em Danlí, estado de El Paraíso, e outro em La Ceiba, estado de Atlântida.

“Foram solicitados galpões [nesses locais] porque são zonas de vulnerabilidade e têm maior incidência populacional”, disse Mencía. “Por exemplo, o galpão de La Ceiba atende a quatro estados [Atlântida, Islas de la Bahía, Colón e Gracias a Dios] onde ocorrem mais inundações ou tormentas tropicais.”

De acordo com o Índice de Risco Climático Global 2018 da organização não governamental alemã Germanwatch, Honduras é um dos países mais afetados por desastres naturais nas últimas duas décadas. Entre 1997 e 2016, segundo o informe, Honduras sofreu 62 eventos meteorológicos extremos, que ocasionaram a morte de mais de 300.000 pessoas e prejuízos de mais de US$ 500 milhões.

Em seu Plano Nacional de Gestão Integral de Riscos de Honduras 2014-2019, a COPECO destaca os efeitos devastadores dos desastres naturais – furacões, inundações, secas e deslizamentos, entre outros – que impactam a economia e atrasam o desenvolvimento. Cerca de 27 por cento dos municípios do país, segundo o documento, são vulneráveis aos desastres, cuja incidência continua crescendo a cada ano.

“Por sermos um país vulnerável a eventos naturais ou causados pelo homem, estamos constantemente necessitados de doações como essa do SOUTHCOM”, disse o CMG Matute. “Esse tipo de doações aumentam a resposta da unidade frente às ameaças.”

Graças aos galpões doados pelo SOUTHCOM, a capacidade de resposta da COPECO continua em ascensão, com a construção de dois espaços adicionais em 2019 nos estados de Valle e Lempira. Além dos galpões, o governo dos EUA destinou US$ 15.000 a projetos de custo mínimo como kits de higiene, que são mantidos nos armazéns.

“Queremos continuar crescendo para dar respostas à população”, concluiu Mencía. “Sempre precisaremos do apoio do Comando Sul para fortalecer os estados onde a ajuda for necessária.”

Compartilhar:
Comente:
Gosta dessa história? Sim 11
Carregando conversa