Protegendo as riquezas do Brasil

O início da exploração das jazidas de petróleo na costa brasileira chamou a atenção de potências estrangeiras. Empresas multinacionais apoiadas pelos governos dos seus países não reconheciam a região como território brasileiro e afirmavam que os campos estavam em águas internacionais. O governo do Brasil, preocupado com a crescente ameaça a sua soberania decidiu aumentar a vigilância realizando patrulhas na região, e ameaçou atacar as embarcações que violassem seu território marítimo para tarefas de prospecção e exploração de recursos naturais.
WRITER-ID | 3 janeiro 2012

Um avião A-4 Skyhawk em pleno voo. (Foto: Guido Berger)

O início da exploração das jazidas de petróleo na costa brasileira chamou a atenção de potências estrangeiras. Empresas multinacionais apoiadas pelos governos dos seus países não reconheciam a região como território brasileiro e afirmavam que os campos estavam em águas internacionais. O governo do Brasil, preocupado com a crescente ameaça a sua soberania decidiu aumentar a vigilância realizando patrulhas na região, e ameaçou atacar as embarcações que violassem seu território marítimo para tarefas de prospecção e exploração de recursos naturais.

Na Base Aérea Naval de São Pedro D’Aldeia (RJ) está sediado o Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque. Criado pela Marinha do Brasil há 12 anos, o Esquadrão Falcão marcou o retorno das aeronaves de asa fixa à Força Aeronaval. O avião A-4 Skyhawk do VF-1 é uma lenda viva da aviação de caça. Projetado pela McDonnell Douglas na década de 1950 para cumprir missões de ataque nuclear e que pudesse operar a partir de porta-aviões, ele iniciou uma história de sucesso que perdura até os dias atuais. Foram inúmeras participações em guerras, que incluem Vietnã, Yom Kippur, Malvinas e Golfo. Os 12 aviões atualmente em serviço na Marinha do Brasil foram comprados do Kuwait de um lote de 23 em 1998.

Quando estavam a serviço da Força Aérea kuwaitiana eles participaram da Guerra do Golfo numa operação bem incomum. Quando Saddan Hussein invadiu o país, vários pilotos conseguiram fugir com suas aeronaves para a Arábia Saudita, de onde decolavam para cumprir missões de ataque, despejando toneladas de bombas justamente sobre o território kuwaitiano, tentando libertar o país da ocupação iraquiana. Estas aeronaves quando chegaram ao Brasil mostravam em sua pintura a frase Free Kwait, traziam areia do deserto e, algumas delas, buracos de tiros em sua fuselagem. Ainda assim foram adquiridas em ótimo estado, pois pertenciam ao último lote fabricado entre 1977/78 na versão A-4KU. No Brasil elas receberam a nomenclatura de AF-1 (monoposto) e AF-1A (biposto). O A-4 é um avião robusto e pode carregar o seu peso em armas de vários tipos.

Em 2009 o Comando da Marinha assinou um contrato com a Embraer Defesa & Segurança que prevê a modernização de 12 aeronaves. Este processo de modernização dará mais independência nas operações realizadas pelo esquadrão e eficiência no cumprimento das missões de responsabilidade. Também vai prolongar a vida útil do A-4 Skyhawk por pelo menos 15 anos, preparando as tripulações para operar no moderno teatro de operações navais.

Embora não esteja previsto, numa segunda fase poderão ser integrados às aeronaves mísseis antinavio e mísseis BVR. O mais importante desta modernização será a preparação dos pilotos de caça da aviação naval para a operação da futura geração de aeronaves do F-X2, pois se sabe que o modelo escolhido pela FAB será o mesmo a ser adquirido pela Marinha do Brasil, que deseja adquirir pelo menos 12 aeronaves até 2020.

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