Prefeito colombiano propõe o uso de drogas com fins médicos

Os centros de atendimento a dependentes de drogas em Bogotá poderão administrar entorpecentes apreendidos dos grupos de narcotraficantes ou adquiridos legalmente em laboratórios estrangeiros, afirmou em 24 de setembro o prefeito Gustavo Petro.
WRITER-ID | 26 setembro 2012

Os centros de atendimento a dependentes de drogas em Bogotá poderão administrar entorpecentes apreendidos dos grupos de narcotraficantes ou adquiridos legalmente em laboratórios estrangeiros, afirmou em 24 de setembro o prefeito Gustavo Petro.

A capital colombiana inaugurou, na semana passada, seus dois primeiros centros móveis de atendimento a dependentes em regiões com altos níveis de pobreza e marginalidade, que incluem unicamente a administração de drogas legais sob prescrição médica.

O prefeito Petro, ex-senador de esquerda e ex-guerrilheiro, espera ter nos próximos meses condições de inaugurar instalações para que os dependentes possam consumir drogas ilegais sob supervisão médica, uma iniciativa para a qual busca autorização do governo nacional.

A prefeitura terá duas vias para adquirir a droga. Por um lado, ela poderá adquiri-la “das apreensões feitas pela Polícia, sempre e quando passar por um laboratório certificado pelo Estado”, que garanta que o entorpecente está em boas condições, explicou Petro em uma entrevista concedida à rádio privada La FM.

A segunda alternativa é comprar a droga “no exterior de laboratórios que a fabricam legalmente, nos próprios Estados Unidos, a qual poderá ser importada com fins terapêuticos”, disse ele.

Petro defende esse tipo de tratamento, uma novidade na América Latina, que vem sendo aplicado “com sucesso” há mais de 25 anos em dezenas de cidades do mundo para reduzir os danos causados pelo uso de drogas nos dependentes.

Serão “locais absolutamente limpos, onde membros do Estado, às vezes ONGs muito certificadas, permitam a essas pessoas estarem ali e consumir”, explicou.

Uma lei sancionada em julho na Colômbia estabeleceu que a dependência de drogas deve ser considerada um problema de saúde pública, e os consumidores tratados como pacientes e não como delinquentes.

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