Polícia hondurenha recupera residências em poder das quadrilhas

Mais de 200 policiais ocuparam, em 13 de junho, casas que estavam em poder dos membros da gangue Mara 18 (M-18), na periferia sul da capital hondurenha, informaram os jornalistas da AFP.
WRITER-ID | 18 junho 2012

Mais de 200 policiais ocuparam, em 13 de junho, casas que estavam em poder dos membros da gangue Mara 18 (M-18), na periferia sul da capital hondurenha, informaram os jornalistas da AFP.

Cumprindo ordens do comissário Abencio Flores, os policiais entraram nas casas, algumas das quais com pichações da M-18, porém abandonadas, na colônia 14 de Marzo.

“Eles não viviam aqui, expulsaram os vizinhos das casas e as ocupavam para virem ocasionalmente planejar suas operações criminosas”, disse o oficial, enquanto os policiais tomavam posse das residências.

“As casas ficarão sob a custódia da Polícia, manteremos pessoal permanente para que os vizinhos recuperem a paz e a tranquilidade”, acrescentou o comissário.

Os membros das quadrilhas não apenas controlam bairros e colônias em várias cidades do país, mas também se apoderaram de táxis e ônibus, obrigando os proprietários, sob ameaças de morte, a transferir os veículos para seus nomes nos registros oficiais.

Segundo um estudo elaborado por orientação do Programa Nacional de Prevenção, Reabilitação e Reinserção Social (PNPRRS) do Estado, as quadrilhas ou maras têm 4.728 membros em Honduras.

De acordo com as investigações, embora esse número tenha diminuído – dos 30 mil existentes há 12 anos, por leis “antimaras” – elas estão ressurgindo, “aperfeiçoaram-se” e “fortaleceram-se” ao entrarem para o narcotráfico, o contrabando e os sequestros.

As quadrilhas mais numerosas são a Mars 18 (M-18), com 2.047 membros (48 por cento), rival da também temida Mara Salvatrucha, com 2.104 (49 por cento) integrantes, segundo o estudo.

Há ainda a Mara Organizada Ganster, West Side e a Mara 61, com maior presença na cidade de San Pedro Sula, no norte, a segunda cidade do país e considerada a mais violenta do mundo.

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