Perspectivas sobre o Haiti: Olhando o passado para compreender o presente

Uma visão histórica do que foi outrora a mais rica colônia européia do Novo Mundo e é agora a nação mais pobre das Américas
WRITER-ID | 1 abril 2010

A paisagem marrom do Haiti contrasta fortemente com o verde luxuriante das florestas do seu vizinho, a República Dominicana. [National Geographic]

Ailha de Hispaniola — ocupada pelo Haiti no terço ocidental e pela República Dominicana nos outros dois terços — era uma das muitas ilhas do Caribe habitada pelos índios taínos quando os europeus chegaram em 1492. Ayiti (“terra de montanhas altas”) foi o nome indígena taíno dado à região montanhosa do lado oeste da ilha e que serviu de inspiração para o nome atual do país, Haiti. O nome taíno para toda a ilha era Kisheya. Cristóvão Colombo batizou a ilha de Hispaniola em homenagem a Espanha, quando lá desembarcou pela primeira vez.

Após a chegada dos colonizadores espanhóis, doenças e massacres dizimaram a população nativa, que em menos de 15 anos passou de 500.000 para apenas 60.000 habitantes. Em poucas décadas, a população nativa estava praticamente extinta, o que levou os governantes espanhóis que haviam estabelecido colônias na ilha a trazer escravos africanos como mão-de-obra para substituir a limitada força de trabalho local.

HAITI SNAPSHOT

  • População: 9,876,000 (2008)
  • Língua Nacional: francês, crioulo
  • Renda per capita: $US / 660 / ano (2008)
  • Expectativa de vida: 61 (2008)
  • Porcentagem da população que utiliza fontes de água potável: 58 por cento (2008)
  • Porcentagem da população que utiliza instalações sanitárias adequte: 19 por cento(2006)
  • Taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos: 72 / 1.000 nascidos vivos (2008)

UNICEF: Relatório de 2009, O Estado das Crianças do Mundo

CONSEQUÊNCIAS DO TERREMOTO PARA O POVO HAITIANO

  • 230, 000: Número de mortos estimado do terremoto
  • 3 milhão: Número estimado de pessoas afetadas pelo terremoto
  • 1 milhão: Número estimado de pessoas deslocadas
  • Pelo menos 50: réplicas de magnitute 4.5 ou superior que atingiram o Haiti desde 12 janeiro terremoto
  • 300, 000: Crianças menores de dois anos que necessitam ajuda nutricional
  • 90: Percentagem de escolas de Porto Príncipe, que foram destruídas

Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, a Cruz Vermelha, a Agência dos E.U.A. para o Desenvolvimento Internacional, o Departamento de Estado dos E.U.A, o Programa Alimentar Mundial

ESPANHA VERSUS FRANÇA

Servindo de porta para o Caribe, Hispaniola tornou-se rapidamente um refúgio para piratas. A parte ocidental da ilha foi colonizada por corsários franceses que tiveram sucesso com a plantação de tabaco, um empreendimento promissor que levou muitos a se tornarem colonos. A população não se submeteu à autoridade real espanhola até o ano de 1660, instigando uma série de conflitos entre a Espanha e a França. Em 1697, o Tratado de Ryswick apaziguou as hostilidades entre os poderes coloniais rivais, dividindo a ilha entre duas nações ao longo das mesmas demarcações fronteiriças encontradas hoje. A França rebatizou então a sua porção da ilha de Saint-Domingue.

Na época, metade da produção mundial de café e açúcar era procedente de Saint-Domingue juntamente com o tabaco, algodão, anil e outros produtos processados na França e re-exportados para o resto da Europa, fazendo de Saint-Domingue a colônia mais rica do Novo Mundo. Muitos colonos franceses logo chegaram e aí estabeleceram plantações, atraídos pela possibilidade de altos lucros. De 1713 a 1787, cerca de 30.000 colonos franceses emigraram para a parte ocidental da ilha, com as exportações da área logo respondendo por dois terços do comércio externo da França.

O próspero mercado de matérias-primas precisava desesperadamente de uma ampla força de trabalho; com isso, Saint-Domingue estabeleceu-se rapidamente como o maior mercado para o comércio de escravos europeus. Sob o manto do sistema escravista, e tirando proveito de uma colônia altamente produtiva, a França explorou tudo o que podia.

<h2>DUAS LÍNGUAS OFICIAIS</h2> <p>Durante o governo francês, os filhos de raças distintas, geralmente frutos de uniões entre mulheres africanas e homens europeus, eram chamados mulâtres; enquanto crioulo era o termo usado para descrever a mistura de descendentes europeus, ameríndios e africanos, independente da cor da pele. Essa miscigenação de raças também produziu o idioma conhecido hoje como crioulo, que representa uma mistura de várias línguas e dialetos.</p> <p>Apesar dos laços culturais em comum com os seus vizinhos hispano-caribenhos, o Haiti permaneceu predominantemente francófono. Hoje ele é o único país independente de língua francesa no Caribe, tendo adotado o francês e o crioulo como línguas oficiais.</p><div class="image-container redactor-caption ghai caption-float-right"> <img class="img-responsive" src="https://dialogo-americas.com/application/files/7914/6586/3801/images_2010_04_01_p18-photo01AP.jpg"> <span class="image-caption ">Uma ilustração mostra Toussaint L’Ouverture, líder da revolta contra o domínio francês no Haiti. [Getty Images]</span> </div> <p>Dois anos após a Revolução Francesa de 1789, todas as colônias francesas emanciparam seus escravos. A notícia espalhou-se rapidamente em Saint-Domingue provocando uma rebelião. Os engenhos de açúcar foram destruídos e centenas de proprietários foram mortos. Cerca de 80 por cento da população escrava foi libertada. Saint-Domingue conquistou sua independência definitiva em 1 de janeiro de 1804, adotando o nome Haiti em homenagem à população nativa de taínos e tornando-se assim a segunda república independente das Américas, depois dos Estados Unidos.</p> <h2>UM NOVO COMEÇO</h2> <p>A independência parecia ser um novo e brilhante recomeço; contudo, o sonho de um futuro próspero durou pouco. As potências coloniais ficaram horrorizadas com os acontecimentos no Haiti, temendo que o exemplo da independência haitiana pudesse se espalhar e representar uma perigosa ameaça para os seus territórios na região. Boicotado por quase todas as nações do mundo e impossibilitado de exportar ou importar, o Haiti caiu em extrema dificuldade econômica. A França começou a cobrar pagamentos referentes a uma dívida polêmica e extremamente alta imposta como forma de compensação pela perda de escravos e dos bens dos ex-proprietários franceses.</p> <p>A árdua disputa só acabou em 1838, quando o governo haitiano concordou em pagar a França 150 milhões de francos. Durante mais de 80 anos essa dívida foi paga inúmeras vezes através de infindáveis taxas de juros, o que acabou drenando a economia haitiana. A dívida só foi considerada quitada pela França em 1922.</p> <h2>DESTRUIÇÃO AMBIENTAL</h2> <p>A essa altura, após centenas de anos de dominação e má administração colonial, grande parte da vegetação original do Haiti e dos seus abundantes recursos naturais estava esgotada.</p> <p>A destruição ambiental aumentou principalmente durante o século 20, quando o Haiti se esforçava para alcançar o mundo em desenvolvimento e, muitas vezes, acabou sacrificando o desenvolvimento sustentável a longo prazo a fim de satisfazer as necessidades econômicas a curto prazo.</p> <p>O desmatamento é um processo complexo que tem origens distintas em diferentes partes do mundo. Na América Latina em geral, uma das principais causas é a roçagem da terra para produção agrícola e pastagens, visando atender à crescente demanda mundial por ração animal. No Haiti, a força motriz responsável pelos danos ambientais generalizados tem sido a pobreza, que obriga os haitianos a dependerem da madeira. Suas lascas são usadas para cozinhar e como principal fonte de combustível, já que grande parte do país, com exceção das grandes cidades, não tem acesso à eletricidade.</p> <p>De acordo com a Divisão de Pesquisa Federal da Biblioteca do Congreso Federal dos EUA, estima-se que 98 por cento da cobertura florestal original do Haiti foi derrubada, um processo que além de destruir terras outrora férteis está contribuindo para a desertificação. Além da erosão do solo, o desmatamento tem causado inundações periódicas uma vez que a água da chuva escorre ao invés de ser absorvida pelas raízes das árvores.</p> <p>Entretanto, esses não são os únicos motivos que tornam o Haiti particularmente vulnerável a desastres naturais. Métodos precários de construção devido à prolongada falta de desenvolvimento econômico já custaram muitas vidas que poderiam ter sido poupadas. Uma população marcada por séculos de escravidão e com poucas oportunidades de educação nunca teve meios que lhe permitisse desenvolver projetos de construção e um padrão de qualidade capaz de resistir a terremotos.</p> <p>Conforme o arquiteto Robin Cross explicou à CNN em uma entrevista recente: “Geralmente não são os terremotos que matam as pessoas, são os edifícios.” Cross é diretor de projetos do Artigo 25, um grupo de arquitetura sem fins lucrativos localizado em Londres que ajudou a região de Caxemira, no Paquistão, após um terremoto devastar a região em 2005, matando mais de 70.000 pessoas. Essas são questões que devem ser abordadas enquanto a comunidade internacional e o governo do Haiti estudam as melhores opções para o futuro do país. “Os amigos do Haiti sabem que o verdadeiro desenvolvimento do Haiti não pode ser construído com subsídios, mas deve se basear em investimentos”, afirmou o Presidente haitiano, René Préval, durante uma recente reunião de cúpula entre o México e a Comunidade do Caribe, acrescentando que o país “não precisa ser reconstruído, mas re-descoberto”.</p> <p>O líder do movimento de independência dos escravos contra a dominação francesa no Haiti, Toussaint L’Ouverture — preso pelo imperador francês Napoleão Bonaparte e mantido em um calabouço até sua morte de fome e sede em 1803 — disse antes de morrer: “Ao me derrubar, você nada mais faz do que cortar o tronco da árvore da liberdade negra em Saint-Domingue. Ela rebrotará a partir das raízes, pois elas são numerosas e profundas.” Esse espírito de resistência e independência ainda vive no seio do povo haitiano.</p> <div class="clearfix"></div> </div> <div class="ccm-block-likes-this-wrapper"> <div class="ccm-block-likes-this-share"> <span>Compartilhar:</span> <ul class="list-unstyled"> <li><a href="https://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fdialogo-americas.com%2Fpt%2Farticles%2Fperspectivas-sobre-o-haiti-olhando-o-passado-para-compreender-o-presente"><i class="fa fa-facebook"></i></a></li> <li><a href="https://twitter.com/intent/tweet?url=https%3A%2F%2Fdialogo-americas.com%2Fpt%2Farticles%2Fperspectivas-sobre-o-haiti-olhando-o-passado-para-compreender-o-presente"><i class="fa fa-twitter"></i></a></li> <li><a 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