Panamá e EUA estabelecem estratégia comum contra as ameaças transnacionais

Autoridades dos dois países pretendem se reunir a cada seis mesespara discutir o tema.
Roberto López Dubois/Diálogo | 13 fevereiro 2017

Ameaças Transnacionais

O ministro de Segurança Pública do Panamá, Alexis Bethancourt (esq.) e o embaixador dos EUA no país, John D. Feeley, conversam ao terminar a reunião formal sobre segurança. (Foto: Ministério de Segurança Pública do Panamá).

Autoridades do Ministério de Segurança Pública do Panamá, cujo líder é o ministro Alexis Bethancourt, e representantes do governo dos Estados Unidos, encabeçados pelo embaixador John D. Feeley, estabeleceram, em 26 de janeiro, um diálogo de alto nível sobre segurança entre os dois países, que contempla reuniões semestrais periódicas.

Em uma declaração conjunta, os representantes das duas nações garantiram que “é um passo importante para se estabelecer uma estratégia conjunta para combater as ameaças transnacionais que servirá de base para uma cooperação mais ampla e profunda para enfrentar os desafios comuns”.

As autoridades dos dois países destacaram a necessidade de adotar o novo mecanismo de diálogo para uma coordenação mais eficaz e completa da “vasta e extensa cooperação entre a Panamá e os Estados Unidos para enfrentar o crime organizado transnacional, a migração irregular e outras ameaças que afetam a região, com base nos programas bem-sucedidos de cooperação e objetivos compartilhados”, disseram em uma declaração conjunta após a reunião.

Os Estados Unidos mantêm o acordo complementar Salas-Becker entre seu governo e o Serviço Nacional Aeronaval panamenho para combater o narcotráfico de forma mais eficiente. Além disso, os EUA auxiliam os componentes da Força Pública panamenha com treinamentos em várias áreas e com equipamentos que permitem realizar um trabalho mais efetivo.

Depois da reunião, os funcionários das duas nações concordaram em realizar as atividades de cooperação determinadas e identificaram iniciativas estratégicas de curto, médio e longo prazo, “que melhorarão as capacidades operacionais combinadas”, informaram por meio de um press release.

As duas nações procuram desenvolver uma “coordenação de esforços operacionais para prevenir e combater a criminalidade e o crime organizado, consolidando essa nova associação estratégica”, declararam.

As reuniões têm como objetivo identificar áreas de interesse comum e enfrentar as diversas organizações criminosas transnacionais por meio do fortalecimento de capacidades que permitam o desmantelamento das redes que as apoiam, assim como suas fontes de renda.

Na reunião, os representantes das duas nações coordenaram e programaram ações conjuntas relacionadas com os fluxos migratórios irregulares, combate ao narcotráfico e outras modalidades criminosas transnacionais.

Os funcionários dos Estados Unidos reconheceram os esforços das autoridades panamenhas na guerra contra o narcotráfico e o crime organizado. Também destacaram as conquistas alcançadas pelas entidades da Força Pública panamenha na apreensão de drogas, alcançando valores recordes nos últimos anos, com mais de 58 toneladas de drogas em 2015 e mais de 68 toneladas em 2016.

“O país agradece toda a cooperação que os Estados Unidos possam oferecer, sobretudo para conseguir o conhecimento necessário”, disse Severino Mejía, coordenador do Programa de Segurança Pública e Crime Organizado da Universidade do Panamá. “As ameaças globais não deixam de ser uma espada de Dâmocles, afetando a todos e, portanto, primeiro devemos nos fortalecer e nos proteger com uma troca de informações verdadeiras, oportunas e em linguagem comum, que nos leve a um esforço integral na luta contra essas ameaças”.

Uma estratégia comúm abre novas oportunidades para os organismos dedicados a combater o crime internacional na região.

Compartilhar:
Comente:
Gosta dessa história? Sim 23
Carregando conversa