Operação Martillo combate narcotráfico na América Central

Treze nações se unem aos EUA para acabar com o tráfico ilegal no litoral da região.
Por César Morales Colón para Dialogo — 29/02/2012 | 29 fevereiro 2012

Marinheiros manejam a mangueira n° 1 a bordo da fragata de mísseis guiados USS Ingraham durante treinamento de voo de emergência simulado. A embarcação está em missão de cinco meses na região sob responsabilidade do Comando Sul dos EUA, em apoio à Operação Martillo. (Cortesia de Walton Ciferri, chefe de Artilharia da Marinha dos EUA)

MIAMI, EUA – Países da América Latina, do Hemisfério Ocidental e da Europa se juntaram aos Estados Unidos em uma iniciativa para pôr fim às rotas de tráfico ilegal em ambos os litorais do istmo centro-americano.

O esforço conjunto, chamado de Operação Martillo (“Martelo”), pretende acabar com as operações do crime organizado ao limitar sua capacidade de usar a América Central como zona de trânsito, afirma o general Douglas Fraser, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos.

“O tráfico ilícito põe em risco a segurança e bem estar dos cidadãos de todos os países e exerce uma influência negativa na segurança regional e nacional”, declarou o general Fraser em comunicado à imprensa. “Trabalhando com nossas nações parceiras, pretendemos acabar com as operações [do narcotráfico], limitando sua capacidade de usar a América Central como zona de trânsito.”

Belize, Canadá, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, França, Guatemala, Honduras, Holanda, Nicarágua, Panamá, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos participam da operação, que teve início em meados do mês passado, segundo José Ruiz, porta-voz do Comando Sul dos EUA.

“Muitas dessas nações parceiras já trabalham com os EUA há muitos anos, mas essa operação nos proporciona um foco mais específico”, ressalta Ruiz. “Juntos, definimos o mecanismo necessário para compartilhar equipamentos, técnicas e informações para acabar com o tráfico na região.”

Ruiz destaca a natureza colaborativa da operação, com os países concentrados no extermínio das atividades ilícitas na América Central, uma região que sofre com o aumento do tráfico em seu litoral.

“Tais atividades trazem outras que prejudicam a América Central, como o crime organizado e a violência”, assinala.

Operações internacionais semelhantes na região obtiveram êxito em interromper o tráfico ilegal.

Em 2011, esforços internacionais e interagências resultaram na apreensão de 119 toneladas métricas de cocaína, com um valor de atacado de US$ 2,35 bilhões (R$ 4 bilhões). Tais esforços também permitiram o confisco de US$ 21 milhões (R$ 35,9 milhões) em espécie que tinham como destino traficantes das Américas Central e do Sul, além de US$ 16 milhões (R$ 27,3 milhões) em produtos do mercado negro.

Na Operação Martillo, a Marinha dos EUA enviou as fragatas da classe Oliver Hazard Perry USS Ingraham, USS Elrod, USS McClusky e USS Nicholas, que realizam operações de Combate ao Crime Organizado Transnacional, enquanto o Esquadrão de Patrulha 1 fornece patrulhamento aéreo de apoio enquanto em missão avançada em El Salvador.

“Nossas embarcações e aeronaves possuem capacidades únicas de detectar e monitorar atividades criminosas no domínio marinho, mais especificamente rastreando movimentações no mar e no ar de materiais ilícitos que têm como destino os Estados Unidos”, detalha o contra almirante Kurt Tidd, comandante da 4ª Frota dos EUA.

As forças americanas irão colaborar com as nações parceiras de diversas formas, de acordo com Tidd.

“Os países estão usando suas forças para atacar [os traficantes]”, acrescenta. “Nossas forças estão em apoio direto a estas nações, ajudando na vigilância e engajadas em operações coordenadas para impedir o fluxo do tráfico.”

A operação continuará até que o tráfico ilegal no litoral centro-americano tenha sido erradicado, acrescenta Ruiz.

“O propósito é atingir o objetivo”, diz. “[A Operação Martillo] durará o tempo necessário para detectar o tráfico de drogas na região e interromper sua capacidade de obter lucros com a atividade.”

Compartilhar:
Comente:
Gosta dessa história? Sim 8
Carregando conversa