Chefe da Marinha fortalece alianças na América Latina

O alicerce da supremacia militar da América é o sistema de alianças que os Estados Unidos mantêm em todo o mundo.
Jim Garamone/Assessoria de Imprensa do Departamento de Defesa dos EUA, Atividade de Mídia de Defesa | 8 agosto 2018

Relações Internacionais

O Almirante-de-Esquadra da Marinha dos EUA John M. Richardson (no centro), chefe de Operações Navais , destacou o compromisso da Marinha com seus aliados e parceiros durante suas considerações na 28ª Conferência Naval Interamericana em Cartagena, Colômbia, no dia 25 de julho de 2018. (Foto: Primeiro-Sargento da Marinha dos EUA Elliott Fabrizio)

O Almirante-de-Esquadra da Marinha dos EUA John M. Richardson, chefe de Operações Navais, aproximou-se dos aliados das Américas do Sul e Central na 28ª Conferência Naval Interamericana, de 23 a 27 de julho, em Cartagena, Colômbia. Em sintonia com a Estratégia de Defesa Nacional, o Alte Esq Richardson busca fortalecer as parcerias com as nações com ideias afins.

Compromisso com as instituições regionais e mundiais

“Aqui somos todos americanos; no entanto, nossos laços vão além do simples compartilhamento geográfico”, disse o Alte Esq Richardson durante um discurso aos participantes da conferência. “Compartilhamos os valores interamericanos e um compromisso com as instituições regionais e globais que têm como objetivo enfrentar os desafios comuns à segurança.”

O Alte Esq Richardson acrescentou: “O fato de estarmos aqui juntos não é coincidência. Embora os relacionamentos entre os exércitos sejam importantes, eu acredito que as parcerias entre as marinhas sejam ‘as primeiras entre os iguais.’ Esses relacionamentos entre as marinhas são tão naturais porque compartilhamos nossas origens, nossas culturas, nossos conhecimentos e nosso amor e respeito pelo mar e por aquilo que ele pode nos proporcionar.”

O fato de a conferência ter sido realizada em Cartagena é por si só significativo. A cidade já foi palco de um famoso cartel de drogas. A Colômbia foi o cenário da mais longa guerra civil do hemisfério ocidental. Mas as instituições democráticas venceram e, em 2017, diálogos de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) renderam frutos e as FARC baixaram suas armas. A Colômbia agora exporta segurança e é um aliado valioso.

“Apesar dos desafios que enfrentamos – internos em nossas nações ou comuns a todas –, nossos relacionamentos regionais de segurança são a quilha do nosso navio americano que compartilhamos”, disse o Alte Esq Richardson. “Para mim, essa conferência reafirma que a quilha está mais firme e mais forte do que jamais esteve.”

Criando e reforçando os relacionamentos

Os Estados Unidos, segundo o Alte Esq Richardson, têm o compromisso de criar novos relacionamentos e de fortalecer os já existentes. “A melhor coisa a fazer é ser o melhor parceiro possível para nossos amigos e aliados, e é por isso que a maioria dos nossos esforços aqui se concentram em fortalecer as parcerias que são a espinha dorsal da rede de segurança regional”, disse.

As nações trabalham juntas em muitas áreas diferentes. O Chile, a Colômbia e o Peru participam do exercício Rim of the Pacific (RIMPAC, em inglês) perto do Havaí. A Colômbia está participando pela 12ª vez. Um sinal da confiança que os Estados Unidos têm em seus aliados sul-americanos é que o Comodoro do Chile Pablo Niemann atua como comandante do Componente Marítimo da Força Combinada. Na verdade, ele comanda todas as forças de manobras flutuantes em uma série de missões de combate de alto nível. “Esse RIMPAC é um marco – os parceiros atingem o potencial máximo de seu poder naval aperfeiçoando-se juntos”, disse o Alte Esq Richardson.

Exercício UNITAS

No final deste ano, a Colômbia sediará o Exercício UNITAS. O planejamento do exercício – realizado anualmente desde 1959 – começou com o encontro entre a Argentina, o Brasil, o Canadá, a Colômbia, a Costa Rica, o Equador, os Estados Unidos, Honduras, o México, o Panamá, o Peru, o Reino Unido e a República Dominicana para discutirem os cenários. O objetivo do exercício é aperfeiçoar a coordenação entre as forças navais.

“Nossa participação mútua nesses exercícios reflete os interesses em segurança e os interesses na prosperidade de nossos respectivos países”, acrescentou o Alte Esq Richardson. “Isso faz parte de nosso esforço mais amplo e mais duradouro para navegar juntos com nossas marinhas para que possamos, através do treinamento, aprender a comunicar-nos, a navegar e a operar juntos.” No entanto, as missões também servem a um propósito mais alto, segundo o Alte Esq Richardson.

“Elas aumentam a segurança. Elas mantêm a ordem. Elas preservam um sistema legal, transparente e justo para todas as nações, disse. “E elas promovem a prosperidade de todos.” O Alte Esq Richardson continuará com sua agenda e encontrar-se-á com oficiais no Brasil, na Argentina e no Chile.

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