Conferência Multilateral de Fronteiras: linhas de esforço conjunto

Comandantes das forças militares deliberaram sobre novas estratégias para o controle de ameaças transnacionais.
Yolima Dussán/Diálogo | 4 junho 2019

Relações Internacionais

O Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos EUA, e o General de Brigada do Exército Luis Fernando Navarro Jiménez, comandante geral das Forças Militares da Colômbia (centro), lideraram a primeira Conferência Multilateral de Fronteiras. (Foto: Comando Geral das Forças Armadas da Colômbia)

A 1ª Conferência Multilateral de Fronteiras foi realizada entre os dias 22 e 24 de abril de 2019, em Bogotá, Colômbia, organizada pelo Comando Geral de Forças Militares da Colômbia e com o apoio logístico do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). Representantes das forças militares do Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos e Peru se reuniram para intercambiar informações e experiências sobre o combate às ameaças transnacionais comuns nas zonas de fronteiras, o balanço das operações conjuntas e a definição de novas ferramentas.

Antes do início da conferência, o Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, e o presidente da Colômbia Iván Duque tiveram um encontro com enfoque na cooperação para incrementar o combate ao narcotráfico. “O governo da Colômbia é o aliado prioritário em segurança na luta contra o narcotráfico e o crime transnacional”, disse à imprensa o Alte Esq Faller. “Nosso compromisso é aumentar a erradicação dos cultivos ilícitos, as apreensões e a perseguição aos narcotraficantes”, acrescentou Duque.

As delegações foram presididas pelo General de Brigada do Exército José Pereira, subdiretor de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa do Brasil; General de Brigada do Exército Roque Moreira, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador; General-de-Exército Cesar Astudillo, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru; e General de Brigada do Exército Luis Fernando Navarro Jiménez, comandante geral das Forças Militares da Colômbia. 

Capacitação como ferramenta de luta

Representantes das forças militares do Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos e Peru avaliaram as operações conjuntas realizadas e trabalharam no projeto de estratégias futuras. (Foto: Comando Geral das Forças Armadas da Colômbia)

Entre os temas abordados, além da luta contra o narcotráfico, estiveram as ameaças comuns como mineração ilegal, migração irregular de pessoas e tráfico de armas e munições. Os militares revisaram o resultado das operações conjuntas das forças armadas em 2018 em cada uma das fronteiras, para avaliar o desempenho das estratégias utilizadas.

“É necessário identificar as áreas críticas e reforçar a segurança contra as ameaças sobre as nossas áreas fronteiriças, especialmente em relação ao narcotráfico”, disse o Gen Bda Navarro. “Precisamos fortalecer os mecanismos de intercâmbio de informação e rastreamento das zonas. O narcotráfico é a maior ameaça comum. Temos que avançar nas operações e nas ações que transcendam as operações de maior controle na área do Caribe e da América Central.”

Venezuela e a segurança regional

A questão da crise na Venezuela com suas implicações na segurança das fronteiras e na migração de milhões de venezuelanos para os países do continente, principalmente para Colômbia, Brasil, Equador e Peru, preocupa e envolve os governos da região. “A falta de controle nas fronteiras, a falta de determinação para combater os crimes transnacionais, a falta de vontade para combater o narcotráfico e a falta de controle por parte dos detentores da autoridade na Venezuela são uma realidade que cria sérios problemas de insegurança na fronteira com esse país e afeta os países vizinhos”, finalizou o Gen Bda Navarro.

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