Militares feridos e mutilados participam de corrida em Bogotá

Cerca de cem militares colombianos feridos e mutilados em combates correram no dia 11 de março, junto com outras 5 mil pessoas, em uma prova de atletismo de 10 quilômetros em Bogotá, para arrecadar fundos para os militares feridos e para as famílias dos mortos em combate, informou a AFP.
WRITER-ID | 13 março 2012

Quase cem membros feridos das Forças de Segurança colombianas participaram com diferentes próteses e ajudados por muletas, cadeiras de rodas e triciclos manuais, da ‘Corrida de 10K dos Heróis’, em Bogotá, no dia 10 de março de 2012. (Foto: Mauricio Orjuela/MINDEFENSA)

Cerca de cem militares colombianos feridos e mutilados em combates correram no dia 11 de março, junto com outras 5 mil pessoas, em uma prova de atletismo de 10 quilômetros em Bogotá, para arrecadar fundos para os militares feridos e para as famílias dos mortos em combate, informou a AFP. O ministro Juan Carlos Pinzón participou do evento, que também contou com a presença do presidente Juan Manuel Santos e dos ministros do Interior e da Justiça.

Os militares, com diferentes próteses e ajudados por muletas, cadeiras de rodas e triciclos manuais, lideraram a quinta edição da ‘Corrida de 10K dos Heróis’, sob o lema “Corre por aqueles que marcharam por ti”.

“Estes heróis da pátria são os verdadeiros responsáveis pelo que temos hoje no país: um país muito melhor, um país que segue o bom caminho, um país que vem sendo visto pelo mundo inteiro como um exemplo”, disse o presidente colombiano Juan Manuel Santos, que participou da competição.

A corporação Matamoros, organizadora do evento, também teve como objetivo arrecadar fundos para soldados, fuzileiros, policiais feridos, viúvas e órfãos dos mortos em combate e famílias dos sequestrados.

“Esta é uma forma de expressarmos a solidariedade com a causa dos soldados feridos em combate. Os fundos arrecadados hoje serão destinados à Fundação Matamoros”, disse o ministro do Interior, Germán Vargas Lleras, que também participou da prova.

A corrida, que começou e terminou no parque Simón Bolívar, teve a participação de diferentes categorias, entre elas os Incapacitados e Heróis Ativos (militares e policiais).

Um eco de gratidão ressoou entre os presentes. “Corro porque apoio a causa, porque temos que ajudar a evitar que esses acidentes ocorram com as pessoas que nos servem pela paz”, disse a competidora Martha Osuña; por outro lado, Andrés Medina, outro participante, comentou: “é um evento muito merecido, além de tudo aquilo que gira em torno das Forças Militares e da Polícia”.

De 1990 até o mês de janeiro passado, um total de 9.642 pessoas foram vítimas das minas antipessoais na Colômbia – das quais 2.026 faleceram – incluindo 6.024 membros da Força Pública, segundo cifras do programa presidencial para a Ação Integral contra Minas Antipessoais.

O conflito colombiano causou o deslocamento interno de 3,7 a 4,9 milhões de habitantes, segundo números oficiais de diversas ONGs e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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