Mattis impressionado com progresso da Colômbia e preocupado com Venezuela

A Colômbia é um dos parceiros mais capazes e sem dúvida mais confiáveis dos Estados Unidos na América Latina e até mesmo no mundo.
Por Jim Garamone, Assessoria de Imprensa do Departamento de Defesa dos EUA | 24 agosto 2018

Relações Internacionais

O secretário de Defesa dos EUA James N. Mattis se reuniu com o presidente colombiano Ivan Duque no dia 17 de agosto de 2018. Mattis disse que a Colômbia é agora um dos parceiros mais confiáveis dos Estados Unidos na América Latina. (Foto: Cortesia)

O secretário de Defesa dos EUA James N. Mattis disse que saiu da Colômbia impressionado com o progresso que ele testemunhou lá, mas que se preocupa com a instabilidade na vizinha Venezuela.

Mattis falou aos repórteres que viajavam com ele na volta aos EUA da sua viagem à América do Sul, na semana passada [de 13 de agosto]. “Nem sempre eu saio de um teatro dizendo, ‘nossa, que lugar afortunado’”, disse. “Mas sim, há muitas razões para se considerar esse hemisfério afortunado. Entretanto, isso significa simplesmente que trabalhamos mais ali. Não somos complacentes. Nós trabalhamos.”

A Colômbia esteve perto de se tornar um Estado falido nos anos 1980 e 1990. Uma insurgência ameaçava o governo e as organizações criminosas transnacionais usavam seu poder financeiro e paramilitar livremente. Mattis observou que em determinado momento Bogotá, a capital do país, estava quase cercada pelos inimigos.

Parceiro confiável dos Estados Unidos

Hoje a Colômbia é um dos “parceiros mais capazes e sem dúvida mais confiáveis dos Estados Unidos na América Latina e até mesmo no mundo, em muitos aspectos”, disse Mattis.

As forças policiais e militares da Colômbia, que já foram conhecidos por sua ilegalidade, atualmente estabelecem o padrão regional por sua efetividade operacional e respeito aos direitos humanos.

“Nós os apoiamos enquanto eles continuam a fortalecer sua democracia”, disse o secretário. “Vimos isso na eleição, na série de eleições, no segundo turno e em tudo o mais que acabou de acontecer.”

Hoje a Colômbia exporta estabilidade e ajuda os Estados vizinhos a desenvolverem suas capacidades policiais e militares.

A Colômbia também sediará o exercício UNITAS no próximo mês [setembro de 2018]. Unitas significa unidade em latim. Trata-se do mais antigo exercício marítimo multinacional anual, que contará com navios e equipes de todo o hemisfério.

A Colômbia é apenas um exemplo da disseminação do ideal democrático na região. Na realidade, disse Mattis, “esse ideal também já se tornou uma norma, exceto, é claro, em três países: Nicarágua, Cuba e Venezuela.

A crise na Venezuela

A crise na Venezuela está sendo sentida em toda a região. A hiperinflação naquele país deve atingir 1 milhão por cento este ano. Autoridades colombianas estimam que um milhão de venezuelanos estejam na Colômbia agora e dezenas de milhares de pessoas estão fugindo do país para outros países vizinhos. As nações vizinhas estão ajudando esses [migrantes] e procurando garantir a paz ao longo de uma fronteira em desespero.

“Nós também estamos trabalhando com eles. Um tema que surgiu nas duas reuniões que tive esta manhã... foi o que estamos fazendo quanto aos [migrantes] venezuelanos e o impacto desestabilizador que eles vêm sofrendo”, disse Mattis. “Provavelmente, um milhão ou mais estão na Colômbia agora, e sabemos que há milhares, dezenas de milhares em outros lugares, e... esse é um desafio enorme.”

O Departamento de Estado dos EUA está fornecendo US$ 56 milhões para ajudar os [migrantes]. O Departamento de Defesa dos EUA está enviando o navio-hospital USNS Comfort à região para ajudar.

“Trata-se de uma missão absolutamente humanitária”, disse o secretário. “Não estamos enviando soldados, estamos enviando médicos. E esse é um esforço para lidar com o custo humano do [presidente venezuelano Nicolás] Maduro e do seu regime cada vez mais isolado.”

 

(Siga Jim Garamone no Twitter: @GaramoneDoDNews)

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