Fuzileiros Navais e planejadores militares das nações parceiras se reúnem no UNITAS Amphibious

O exercício teórico é uma preparação para a versão ao vivo que será realizada no Brasil em 2019.
Pelo Primeiro-Sargento do Corpo de Fuzileiros Navais Zachary Dyer, Forças do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Sul | 3 setembro 2018

Capacitação e Desenvolvimento

O Capitão-de-Mar-e-Guerra da Marinha do Equador Julio Cabrera fala a um fuzileiro naval dos EUA sobre um conceito de operações durante um encontro da equipe de planejamento, como parte do UNITAS Amphibious no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 23 de agosto de 2018. (Foto: Primeiro-Sargento do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Zachary Dyer)

Um país no litoral da América do Sul foi atingido por um furacão devastador, deixando um grande número de pessoas sem água, comida ou abrigo. Felizmente, os serviços marítimos de diversos países da região estavam fazendo um treinamento nas proximidades e puderam responder ao pedido internacional de ajuda.

Esse é o cenário que fuzileiros navais e marinheiros dos EUA, junto com planejadores militares de nove outros países, trabalharam recentemente no Rio de Janeiro, como parte do UNITAS Amphibious 2018/2019.

O país “Amarelo” usado no cenário do exercício não existe, mas pode representar qualquer um dos países do Hemisfério Ocidental constantemente ameaçados por desastres naturais. Em uma época de recursos limitados, não há um só país que possa enfrentar sozinho um desastre natural em larga escala. Serão necessárias muitas nações trabalhando em conjunto para salvar vidas e evitar maiores sofrimentos.

O objetivo do UNITAS Amphibious 2018 foi criar a interoperacionalidade necessária àqueles países para trabalhar juntos com sucesso, de acordo com o Contra-Almirante Nélio de Almeida, comandante do Comando de Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Os militares das nações parceiras que trabalham juntos precisam criar processos comuns, métodos de comando e controle e canais para o intercâmbio de informações.

Os conhecimentos adquiridos e os processos postos em prática estabelecerão o cenário para a edição do UNITAS Amphibious 2019, quando os países participantes irão realmente ao mar para realizar no terreno um exercício de treinamento de assistência humanitária e ajuda em desastres.

No decorrer do ano passado, os fuzileiros navais da Força do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Sul (MARFORSOUTH, em inglês) trabalharam com as nações parceiras para criar uma força-tarefa marítima multinacional, reunindo membros e equipamentos de diversos países para navegar em embarcações navais de diversas nações, como uma maneira de reunir os recursos e responder a desastres naturais e crises humanitárias na região. O UNITAS Amphibious 2018 é considerado uma base para essa força-tarefa, levando os planejadores militares de todo o Hemisfério Ocidental a planejar como uma força-tarefa multinacional real deveria operar durante os trabalhos de resposta a um desastre natural.

O Capitão-Tenente (FN) do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Patrick Riebsame, instrutor do Grupo Atlântico de Treinamento de Combate Expedicionário, aconselha o Capitão do Exército do Canadá Adam Baxter sobre como dar instruções durante uma reunião de planejamento, como parte do UNITAS Amphibious no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 23 de agosto de 2018. Os conhecimentos adquiridos e os procedimentos realizados durante o exercício teórico de 2018 serão esclarecimentos para o exercício de treinamento no terreno do UNITAS Amphibious em 2019. (Foto: Primeiro-Sargento do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Zachary Dyer)

“Eu acho que um primeiro passo essencial é concentrar-se nos detalhes do conceito, em comparação com um cenário específico”, disse o Contra-Almirante (FN) do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA David G. Bellon, subcomandante militar interino do Comando Sul dos EUA. “Ao trabalhar dessa forma, os profissionais de cada país serão capazes de formar uma opinião objetiva sobre como uma capacidade multinacional do gênero pode contribuir para a segurança e a estabilidade gerais de nossa região e também prestar auxílio àqueles que estão em sofrimento.”

O C Alte Bellon, que recentemente deixou seu posto como comandante da MARFORSOUTH, se dedicou no último ano a encabeçar o esforço para que a força-tarefa marítima multinacional passasse de um conceito à realidade. O destacamento 2018 da Força-Tarefa Aeroterrestre para Fins Especiais do Comando Sul dos EUA (SPMAGTF-SC, em inglês) inclui um oficial do Corpo de Fuzileiros Navais da Colômbia como seu subcomandante – uma estreia histórica no comando. Os fuzileiros navais e marinheiros da SPMAGTF-SC também realizaram um treinamento combinado e conjunto de assistência humanitária e ajuda em desastres com o USS Gunston Hall (LSD 44) e militares guatemaltecos.

Agora, com o UNITAS Amphibious, as nações parceiras ocuparam a liderança para reunir a força-tarefa marítima multinacional, garantindo que ela não seja simplesmente um esforço comandado pelos EUA, mas que seja um empreendimento cooperativo.

“A Marinha do Brasil realmente assumiu a função de liderança para testar esse conceito”, disse o C Alte Bellon. “Seu profissionalismo e sua energia criam as condições de sucesso não apenas para este ano [2018], mas continuando também no próximo ano.”

 

 

 

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