Kaibiles: uma Força de elite treinada e disposta a preservar a paz

Exportar um produto não tradicional, como a paz, tem seus riscos e custos para a nação e para o Estado, mas a Guatemala é responsável por seus compromissos de apoiar os esforços da ONU para criar uma força militar que, legal e legitimamente, consolide os processos de paz nos países onde uma mão amiga se faz necessária.
WRITER-ID | 30 abril 2013

Os Kaibiles representaram a Guatemala em operações de manutenção da paz da ONU na República Democrática do Congo. (Foto: Ministério da Defesa da Guatemala)

Exportar um produto não tradicional, como a paz, tem seus riscos e custos para a nação e para o Estado, mas a Guatemala é responsável por seus compromissos de apoiar os esforços da ONU para criar uma força militar que, legal e legitimamente, consolide os processos de paz nos países onde uma mão amiga se faz necessária.

Os Kaibiles treinam com o único objetivo de pertencer às Forças Especiais do Exército da Guatemala, que lhes permite servir à nação sempre sob o lema: “Tementes a Deus, com respeito às leis e a serviço dos guatemaltecos”. Este é um compromisso que não tem fim, que faz de cada Kaibil um líder que deve conquistar a confiança de seus subordinados em campo e em plena atividade operacional, dando exemplo de temperança durante todo o tempo, mantendo viva a esperança e justificando o sacrifício para conquistar a vitória.

Diz-se há muito tempo que o significado de Kaibil é: “O homem que tem a força e a astúcia de dois tigres”, que o sucesso de seu desempenho vem de sua temperança espiritual, dureza física e agilidade mental para solucionar os desafios das tarefas militares em qualquer momento ou circunstância. Sua atitude é, em si, a garantia de que alcançará as metas e conquistará os objetivos, fruto de sua maneira particular de ver e viver a vida.

Esse soldado de elite não tenta cumprir uma ordem, ele simplesmente a cumpre. Sua força está no fato de que pode e está disposto a enfrentar qualquer obstáculo e só o que o detém é a morte. Essa tropa é a moral e o orgulho do Exército da Guatemala. Cabe aos Kaibiles manter em vigor sua principal característica: a lealdade para com a pátria e suas instituições, uma lealdade inquebrantável e à prova de tudo. É por isto que são eles que enfrentam os desafios de preservar a paz em outras latitudes.

A missão é complexa, porém não é impossível. Levar consolo, amparo, segurança, proteção e paz requer uma entrega completa para servir a nossos semelhantes, e para isto os Kaibiles estão dispostos, preparados e treinados com base nos padrões da ONU para se integrarem aos contingentes enviados à República Democrática do Congo, onde atualmente trabalham ombro a ombro para consolidar a paz no coração da África.

Nossos soldados das Forças Especiais seguem representando a nação guatemalteca, claramente convictos de que através de seu trabalho, entrega e sacrifício contribuem para o engrandecimento de sua pátria, circunstância que os obriga a otimizar os parâmetros na execução das Operações de Manutenção da Paz (pacificação, manutenção, aplicação ou construção da paz).

A experiência adquirida com os contingentes anteriores enviados à República Democrática do Congo e outros países mostra a rota do sucesso, que não é produto de um acaso ou da sorte, e sim de um trabalho árduo, profissional e eficiente, em um cenário tão incerto como é o africano, onde devido a sua história, cultura, clima, dinâmica social, religião e etnia, bem como à singular característica do conflito, faz do cumprimento da missão um sem número de tarefas as quais, de forma integral, respondem às exigências das circunstâncias, à sobrevivência das tropas em operações e, sobretudo, à preservação da paz.

Quando se é um Kaibil, reconhece-se que não se sofrem dissabores por gosto; se passa fome, não é porque não tem necessidade de comer; se é exposto à morte, não é porque não ama a vida, mas sim porque tudo isto é feito por um Exército melhor e superior, que nesse momento envia seus melhores soldados além de suas fronteiras, com uma mensagem de paz a sete países em três continentes.

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