Melhora da segurança regional por meio de Operações de Informação

Nações caribenhas examinam suas capacidades de Operações de Informação para melhorar a segurança regional.
Geraldine Cook/Diálogo | 11 abril 2018

Relações Internacionais

Os participantes do 5º Conselho Regional Caribenho de Operações de Informações em Kingston, Jamaica, analisaram maneiras de aumentar as capacidades de operações de informação para melhorar a segurança regional. (Foto: Geraldine Cook/Diálogo)

Pela quinta vez, desde 2013, representantes do Caribe se uniram para fomentar a colaboração regional, fortalecer relações e compartilhar táticas, técnicas e procedimentos de Operações de Informação (OI) para contra-atacar ameaças comuns que afetam a região, além de apoiar as operações coordenadas de assistência em caso de furacões.

Militares e representantes de segurança de Bahamas, Bermudas, Canadá, França, Grã-Bretanha, Jamaica, Haiti, Holanda e Turcos e Caicos se reuniram no 5º Conselho Regional Caribenho de Operações de Informação (CRIOC, em inglês) em Kingston, Jamaica, de 26 a 29 de março de 2018. O CRIOC foi promovido pela Força de Defesa da Jamaica e patrocinado pelas divisões de OI do Comando Norte dos EUA (NORTHCOM) e do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM).

“O CRIOC é uma organização única. Temos o NORTHCOM, o SOUTHCOM, a Grã-Bretanha e o Canadá, entre outras nações, ajudando nossos parceiros do Caribe”, disse o Dr. Benjamin P. Gochman, chefe de integração da divisão de OI do NORTHCOM. “São dois comandos combatentes geográficos trabalhando juntos com outros países, conquistando o sucesso ao fomentar a colaboração e não somente observando as ameaças comuns da região, mas também vendo como podemos trabalhar coletivamente para confrontá-las.”

“O CRIOC é um exemplo da eficácia da colaboração conjunta entre o NORTHCOM e o SOUTHCOM”, acrescentou o Dr. Gochman. “Nós começamos o CRIOC com Bermudas, Bahamas e Turcos e Caicos. Para fazer a organização crescer, fizemos a parceria com o SOUTHCOM. Também se juntaram a Jamaica, o Haiti e Trinidade e Tobago. Agora estamos convidando Barbados para participar.”

Durante os três dias de debates, os participantes discutiram a respeito de suas capacidades de resposta a furacões e das lições aprendidas com os furacões Harvey, Irma e Maria em 2017. Eles trabalharam em grupos para criar uma matriz de ameaças das nações parceiras, incluindo crime organizado internacional, narcotráfico, armas ilegais, gangues e desastres naturais. Eles também apresentaram idèias de como as nações parceiras podem usar as capacidades relacionadas à informação para responder aos seus desafios comuns.

A habilidade de contra-atacar ameaças comuns é uma preocupação regional preponderante. “Os britânicos, os franceses, os canadenses e os americanos estão na Jamaica para expressar que nossos parceiros são sérios quanto ao uso das informações para ajudar a mitigar as ameaças comuns que compartilhamos”, disse o Major da Força de Defesa da Jamaica Basil Jarret, oficial da cooperação civil-militar e de assuntos de mídia. “É por meio de colaboração, discussão e compartilhamento de informações e de ideias que podemos nos unir e encontrar soluções mais fortes e sólidas para os problemas que enfrentamos.”

Fortalecimento das capacidades de OI

O Capitão-de-Corveta das Forças Reais de Defesa das Bahamas Carlon Bethell, oficial de operações do pessoal, explica as operações e as lições aprendidas depois da temporada de furacões em 2017. (Foto: Geraldine Cook/Diálogo)

As nações do CRIOC estão moldando suas capacidades de OI. Elas analisaram suas forças e limitações, compartilharam as melhores práticas para seu próprio benefício e também para o da região.

“As OI podem ajudar a mitigar ameaças comuns, já que a informação é uma arma valiosa. Não é do interesse da Jamaica manter esse conhecimento e informação para si mesma, mas sim compartilhar e trocar informações, abrindo os caminhos aos demais e melhorando a maneira de fazer as coisas. É uma situação em que todos ganhamos”, disse o Maj Jarret. “Não existem mais desafios exclusivos; todos os nossos desafios são comuns. O que acontece na Jamaica tem um efeito cascata no Haiti e nos Estados Unidos; então, a melhor maneira de tratar disso é a de fazer com que todos os países afetados se sentem para discutir e compartilhem informações e recursos para criar estratégias efetivas a fim de lidar com as ameaças.”

Os participantes reconhecem a importância das OI. “É muito importante que entendamos a base das OI”, disse o Capitão-de-Corveta das Forças Reais de Defesa das Bahamas Carlon Bethell, oficial de operações do pessoal. “Podemos comunicar nossas capacidades aos nossos parceiros e também entender suas capacidades; então, podemos trabalhar melhor juntos, sabendo que estamos todos tentando alcançar o mesmo objetivo comum, que é a segurança da nossa região.”

“As OI nos ajudam a não ter de lutar. Não precisamos usar fontes agressivas nem efetivo para isso”, disse o CC Bethell. “Fazemos que a informação trabalhe para nós de muitas maneiras: moldando os pensamentos e as ideias, ao mostrar aos outros países as coisas boas que estamos fazendo, mas também fazendo nossos adversários entenderem que temos meios para lidar com todos os problemas que eles nos causam.”

Os parceiros do CRIOC reconhecem a importância do apoio mútuo. “A habilidade do CRIOC é a de unir pessoas. O importante são as redes”, disse o Coronel das Forças Armadas da Grã-Bretanha Paul L. Fish, oficial de ligação britânico no NORTHCOM. “As OI dão a todos a capacidade de entenderem que estamos trabalhando no mesmo ambiente. Nós todos temos conjuntos de habilidades e capacidades diferentes e todos podemos acrescentar e compartilhar para mitigar as ameaças ao nosso ambiente.”

“As reuniões do CRIOC são importantes porque realizamos discussões presenciais para melhorar nossas redes”, disse o Comandante das Forças Armadas da França nas Antilhas Mikaël Péron, chefe do Centro de Operações Conjuntas. “É imperativo trocar informações e melhorar a cooperação para a próxima temporada de furacões, porque todos sabemos que ela vai acontecer de novo.”

O CRIOC espera expandir sua filiação aos diferentes ramos de organizações governamentais e não governamentais, além de outras entidades. O objetivo é o de ganhar a confiança e a disposição dos cidadãos para trabalharmos juntos para derrotar as atividades criminosas.

Estamos juntos nisso. Estamos todos aqui como parceiros iguais e devemos ser capazes de compartilhar informações e apoiar uns aos outros em tempos de necessidade”, disse o Cel Fish aos assistentes, na cerimônia de encerramento. “A colaboração é essencial.”

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