Honduras reduz narcotráfico com a ajuda dos Estados Unidos

As Forças Armadas de Honduras interceptaram mais de 1.800 quilos de cocaína em diversas operações em nível nacional nos primeiros oito meses de 2019.
Julieta Pelcastre / Diálogo | 9 outubro 2019

Capacitação e Desenvolvimento

As Forças Armadas de Honduras confiscaram 600 quilos de cocaína no estado de Gracias a Dios, com a ajuda de agências de inteligência dos EUA e da Colômbia. (Foto: Secretaria de Defesa Nacional de Honduras)

Os golpes contra o crime organizado transnacional são fruto dos esforços de cooperação entre Honduras e os EUA.

“Além da droga confiscada, as operações retiraram de circulação armas de fogo, laboratórios do narcotráfico, pistas de pouso, plantações de coca e dinheiro em espécie que as organizações criminosas utilizavam para financiar seus negócios ilícitos”, disse à Diálogo o Capitão de Mar e Guerra da Força Naval de Honduras José Domingo Meza, diretor de Relações Públicas das Forças Armadas. “A esse resultado podemos acrescentar a desarticulação de 39 quadrilhas criminosas dedicadas ao narcotráfico, homicídios, roubos e extorsões.”

Um dos confiscos ocorreu no dia 15 de agosto. Depois da troca de informações entre as unidades de inteligência de Honduras, Estados Unidos e Colômbia, as autoridades hondurenhas interceptaram o barco Flamingo III, no estado de Gracias a Dios, com 600 kg de cocaína avaliados em US$ 24 milhões. Oito supostos criminosos foram detidos na embarcação.

Militares hondurenhos realizam vistorias terrestres permanentemente, como parte da estratégia de segurança para neutralizar o crime organizado transnacional. (Foto: Secretaria de Defesa Nacional de Honduras)

Segundo o CMG Meza, essas conquistas foram possíveis graças à preparação contínua e rigorosa capacitação de novas habilidades militares, formação em direitos humanos, doação de equipamentos e exercícios de treinamento conjunto realizados por nações parceiras como os EUA e a Colômbia, além do endurecimento das leis e penas e do aumento dos programas sociais no país.

“Os agentes de justiça hondurenhos, agências, forças norte-americanas e todos os que nos dedicamos ao combate a esse flagelo, fazemos um esforço palpável”, disse à imprensa o General de Exército de Honduras Manuel Aguilera, comandante da Polícia Militar da Ordem Pública.

“Realizamos patrulhamentos marítimos, vigilância com monitoramento aéreo e vistorias terrestres permanentemente, em particular no setor costeiro do país, onde existem áreas disponíveis para abrir rotas para o tráfico de drogas”, acrescentou o presidente de Honduras Juan Orlando Hernández.

No dia 13 de setembro, os EUA e Honduras decidiram fortalecer o intercâmbio de informações e a aplicação das leis em operações de segurança nas fronteiras, informou o governo hondurenho.

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