Forças Armadas de Honduras apoiam população necessitada

As Forças Armadas de Honduras oferecem atendimento médico através de um programa de ação cívico-militar.
Kay Valle/Diálogo | 16 abril 2019

Resposta Rápida

As pessoas da terceira idade e as crianças são prioridade nas mega brigadas que as Forças Armadas de Honduras iniciaram em fevereiro de 2019, no estado de Francisco Morazán e em outras regiões do país. (Foto: Kay Valle, Diálogo)

As Forças Armadas de Honduras deram início ao seu programa anual de ação cívico-militar no dia 3 de fevereiro de 2019, com uma série de mega brigadas médicas concentradas nas regiões norte, central e ocidental do país. Seu objetivo é proporcionar apoio médico a mais de um milhão de hondurenhos necessitados.

Em meados de março, quase 200.000 pessoas dos estados de Francisco Morazán, Atlántida, Yoro e Lempira se beneficiaram da ajuda que permanecerá até o final do ano. Os habitantes das comunidades rurais receberam serviços de medicina geral, ginecologia, odontologia, oftalmologia e pediatria, entre outros.

“A área da saúde é uma das prioridades do planejamento estratégico do Estado de Honduras”, disse à Diálogo o Capitão de Mar e Guerra da Força Naval de Honduras José Domingo Meza, diretor de Relações Públicas das Forças Armadas. “As Forças Armadas de Honduras contribuem para o sucesso dos objetivos nacionais com a formação de brigadas médicas.”

A Direção de Planos, Políticas, Programas e Assuntos Civis das Forças Armadas se encarrega da coordenação, logística, segurança e do transporte das tropas, e fornece às brigadas médicas os recursos militares de cada região para poder atender o maior número de pacientes. Além disso, voluntários, médicos civis e equipes da Secretaria da Saúde se unem à missão humanitária, segundo a localidade.

Serviços de saúde e diversão

As comunidades que carecem de serviços sanitários aguardam ansiosamente a chegada das brigadas médicas. Adultos, crianças e idosos formam longas filas desde a madrugada para usufruir dos serviços gratuitos; alguns fazem longas viagens a partir de comunidades afastadas.

Em cada brigada, as Forças Armadas põem à disposição da população médicos de clínica geral e especialistas, e outros profissionais de saúde. Eles oferecem medicamentos gratuitos, prestam atendimento psicológico, realizam atividades para fortalecer os valores espirituais e morais – voltadas para as crianças – e doam roupas, comida e material escolar, entre outros.

“A população recebe também atendimento audiológico e assistência legal”, disse o CMG Meza. “Outras atividades são realizadas simultaneamente, como reparações de prédios públicos, cortes de cabelo para os homens, embelezamento para as mulheres e palestras educativas.”

A 2º Tenente Auxiliar de Saúde do Exército de Honduras Katherine Melissa Antonio Carbajal participa de brigadas médicas que contribuem para o seu crescimento profissional, desde 2015. (Foto: 2º Tenente do Exército de Honduras Katherine Melissa Antonio)

Além de proporcionar assistência médica, os militares hondurenhos oferecem diversão para os participantes, com jogos, música e danças. Os idosos e as crianças recebem um tratamento preferencial, explicou o CMG Meza.

“As pessoas ficam muito gratas”, disse à Diálogo a 2º Tenente Auxiliar de Saúde do Exército de Honduras Katherine Melissa Antonio Carbajal, que é médica de clínica geral. “Sempre nos recebem com alegria e se animam porque proporcionamos atrações e jogos para as crianças.”

Contribuição fundamental

Segundo dados de 2018 do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) de Honduras, 68 por cento da população, ou seja, mais de 6 milhões de pessoas vivem en condições de pobreza entre elas, 44 por cento vivem em extrema pobreza. O INE informa também que as comunidades rurais são as mais afetadas e que as pessoas sofrem de doenças transmitidas por vetores como a dengue, a Chikungunya e a Zika.

“Como parte das atividades das brigadas médicas, fazemos campanhas de fumigação, saneamento e limpeza ambiental”, disse o CMG Meza. “Isso serve para fomentar a cultura de combate ao mosquito transmissor [dessas doenças virais].”

A 2º Ten Antonio participa de brigadas médicas desde 2015 e disse que já se deparou em muitas ocasiões com pessoas que nunca tiveram uma consulta médica. Segundo a doutora, a contribuição anual das brigadas para a população é fundamental.

“Eu me lembro especialmente de uma brigada realizada em 2017 na comunidade Las Botijas, uma aldeia muito remota e de difícil acesso no estado de Francisco Morazán” disse a 2º Ten Antonio. “Havia uma senhora de 48 anos que teve cinco filhos e disse que era a primeira vez na vida que recebia atendimento ginecológico.”

Realizadas desde 2014, as brigadas médicas oferecem apoio humanitário a mais de 5 milhões de pessoas em todo o território hondurenho. Para 2019, a meta é realizar um total de 140 brigadas médicas.

Além de cumprir a meta do governo, romper a barreira do uniforme militar e levar alívio à população, as brigadas são um motivo de felicidade para os participantes, concluiu a 2º Ten Antonio. “O sentimento que desperta o agradecimento das pessoas e ver as crianças que, apesar de sua enfermidade, estão se divertindo, nos faz esquecer que estamos cansados e a única coisa que desejamos é ajudar essas pessoas. Não se trata apenas do crescimento profissional, mas também do crescimento humano, e nos enchemos de compaixão e de alegria no momento de atendê-los”, disse a doutora.

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