Guerrilha colombiana das FARC promete abandonar os sequestros de civis

A guerrilha colombiana das FARC, o maior grupo rebelde esquerdista do país, prometeu libertar os dez policiais e militares ainda mantidos como reféns e encerrar de uma vez por todas a prática de sequestrar civis, de acordo com uma declaração publicada em 26 de fevereiro.
WRITER-ID | 28 fevereiro 2012

A guerrilha colombiana das FARC, o maior grupo rebelde esquerdista do país, prometeu libertar os dez policiais e militares ainda mantidos como reféns e encerrar de uma vez por todas a prática de sequestrar civis, de acordo com uma declaração publicada em 26 de fevereiro.

“Queremos anunciar que, além de nossos planos já divulgados de libertar seis prisioneiros de guerra, libertaremos os quatro outros que permanecem em nosso poder”, declarou o grupo em sua página na internet.

Os planos para a libertação dos reféns, detidos há mais de uma década, foram anunciados pelos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na internet.

O comunicado disse que o grupo planejava “abandonar a prática” dos sequestros de civis, usada durante muitos anos como um meio de levantar fundos, dizendo que tal tática não era mais compatível com “nossas atividades revolucionárias”.

A declaração, datada de 26 de fevereiro e assinada pelo Secretariado Central das FARC, disse que ainda existem “sérios obstáculos” à conclusão de um acordo de paz com o governo colombiano.

No início de fevereiro, o grupo rebelde havia adiado uma decisão anterior de libertar meia dúzia de reféns militares e policiais, alegando ações do Exército na região onde os cativos eram mantidos.

Fundadas em 1964, as FARC mantêm em cativeiro pelo menos dez policiais e soldados, com o objetivo de trocá-los por centenas de guerrilheiros presos. A guerrilha também mantém um número desconhecido de civis como moeda de troca.

As FARC vêm sendo pressionadas para libertar seus reféns com protestos que surgem em todo o país, após quatro rebeldes prisioneiros terem sido supostamente assassinados por seus captores no dia 26 de novembro, quando um acampamento rebelde foi atacado.

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