Guatemala adverte que o país se tornou produtor de cocaína

Enrique Degenhart, ministro do Interior da Guatemala, informou no dia 18 de setembro de 2019 que seu país se tornou produtor de cocaína e não é mais apenas um local de trânsito e armazenamento, depois de localizar nas últimas semanas plantações de coca e laboratórios de produção da droga.
Herbert Zepeda / Voice of America (VOA) | 8 outubro 2019

Ameaças Transnacionais

Membros do esquadrão antidrogas descarregam pacotes de cocaína confiscada durante as operações em Retalhuleu e San Marcos, na sua chegada na base da Força Aérea da Cidade da Guatemala, no dia 20 de maio de 2019. (Foto: Johan Ordoñez, AFP)

“Com a descoberta de campos semeados com a folha de coca, a Guatemala se tornou um país produtor de cocaína e nos coloca em uma situação totalmente diferente quanto à segurança regional”, afirmou Degenhart em uma entrevista coletiva.

“Isso coloca a Guatemala em uma situação completamente diferente; não somos apenas um país de passagem ou trânsito (...), mas agora somos produtores de cocaína”, insistiu.

O ministro assegurou que estão montando uma estratégia com as autoridades de combate ao narcotráfico dos Estados Unidos para enfrentar esse flagelo.

Comentou que a Guatemala recebeu cinco helicópteros que foram reparados pelos Estados Unidos e que servirão para combater o narcotráfico nesse país centro-americano.

Anteriormente, as aeronaves eram pilotadas por pessoal dos EUA, mas agora serão conduzidas por policiais guatemaltecos, após receberem uma certificação norte-americana.

Degenhart explicou que com o auxílio do Ministério da Defesa foram desmantelados três laboratórios de drogas e também foram destruídas plantações de folha de coca. A mais recente apreensão ocorreu no dia 12 de setembro em uma localidade caribenha, em operações realizadas durante o estado de sítio decretado em 22 municípios, após a execução de três militares por parte de supostos narcotraficantes.

A apreensão foi feita em uma região montanhosa do município de El Estor, no estado de Izabal, onde morreram três militares no dia 3 de setembro.

A Guatemala e os demais países da América Central são utilizados pelos cartéis internacionais que, com a ajuda dos chefões de drogas locais, traficam drogas e lavam dinheiro, aumentando a já elevada taxa de criminalidade da região.

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