Grupos pedem à ONU que crie uma comissão para investigar violações na Venezuela

No dia 22 de agosto, a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e outros grupos pediram ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que implementasse uma comissão para investigar as violações aos direitos humanos na Venezuela.
Voz da América (VOA) | 11 setembro 2019

Ameaças Transnacionais

No dia 22 de agosto, a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e outros grupos pediram ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que implementasse uma comissão para investigar as violações aos direitos humanos na Venezuela.

Várias organizações se juntaram à petição, entre elas algumas venezuelanas. Pretendem que o mecanismo seja instalado durante o período de sessões em setembro de 2019.

Esses grupos pedem à ONU que a comissão se encarregue de investigar as denúncias de casos de torturas e tratamento desumano, detenções arbitrárias, discriminação, desaparecimentos forçados e violações à liberdade de expressão, ao direito à vida, à saúde e à alimentação.

“As vítimas da gravíssima crise humanitária e de direitos humanos na Venezuela merecem uma resposta contundente do Conselho de Direitos Humanos que assegure o respeito do seu direito à verdade, à justiça e às indenizações”, disse em um comunicado José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da Human Rights Watch.

Entre os grupos signatários da petição estão a Ação Solidária e o Centro de Direitos Humanos da Universidade Católica Andrés Bello e Civilis Direitos Humanos. Além desses, assinaram o documento os grupos Espaço Público, Global Centre for the Responsibility to Protect, a Comissão Internacional de Juristas e PROVEA.

Em julho de 2019,  a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet publicou um relatório onde acusou o regime de Nicolás Maduro de cometer “graves violações aos direitos”, documentando execuções extrajudiciais.

Os grupos disseram no texto que a comissão deveria ser suprida com recursos suficientes para investigar e informar ao Conselho de Direitos Humanos dentro de um prazo estabelecido.

Os resultados das investigações deverão ser comunicados ao Secretário Geral da ONU, além de organismos relevantes da ONU, como o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral, informaram.

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