Força-Tarefa Conjunta do Paraguai aumenta presença para melhorar a segurança

Após assassinato de cinco policiais que eram membros da Força-Tarefa Conjunta (FTC) no espaço de uma semana, as Forças Armadas aumentaram a presença no norte do Paraguai.
Marta ESCURRA | 13 agosto 2015

Tropas militares paraguaias foram enviadas para a região de Santa Rosa del Aguaray para melhorar a segurança para os civis e ajudar na busca de suspeitos do assassinato de cinco policiais entre 12 e 17 julho. [Foto: Força-Tarefa Conjunta]

As Forças Armadas do Paraguai aumentaram a presença na região norte do país em resposta aos ataques recentes atribuídos ao Exército do Povo Paraguaio (EPP), que teria assassinado cinco policiais da Força-Tarefa Conjunta (FTC).

A FTC enviou reforços para a região para proteger os civis e encontrar os responsáveis pelos assassinatos. As autoridades militares destinaram um “contingente significativo” de militares para os departamentos de San Pedro e Amambay, disse o ministro do Interior, Francisco de Vargas, que não revelou o número de soldados enviados aos departamentos por razões de segurança.

“Neste momento, os militares estão na zona de Santa Rosa del Aguaray colaborando com as investigações e com a busca dos oito suspeitos de realizar os ataques”, disse o Coronel Jorge Mieres, diretor de comunicações da Divisão de Comunicação Social do Exército (DICOSO).

Em 12 de julho, supostos membros do EPP mataram os suboficiais da Polícia Nacional Adalberto Candia Sanabria, 44 anos, e Egidio Ramón Chávez, 32, em uma emboscada na colônia Yaguareté Forest, na fronteira dos departamentos de San Pedro e Amambay.

“Eles foram emboscados por oito pessoas que os crivaram de balas e, em seguida, incendiaram a viatura policial”, afirmou o Major Alfredo Jonás Ramírez, porta-voz da FTC do Paraguai, uma entrevista em 14 de julho.

Cinco dias depois do primeiro ataque, em 17 de Julho, um segundo tiroteio matou mais três policiais: os suboficiais Agustín Romero, 40 anos, Roque Salinas, 28, e Crispín Rojas, 34, que estavam em uma viatura policial quando foram emboscados e baleados perto da colônia Yaguareté Forest, no distrito de Santa Rosa del Aguaray.

EPP ataca policiais

O EPP ataca policiais que trabalham na FTC porque o grupo terrorista a considera “sua inimiga”, segundo o ministro De Vargas. Por exemplo, o EPP mantém refém o policial Edelio Morínigo desde 5 de julho de 2014.

No entanto, as autoridades responsáveis pela aplicação da lei não serão intimidadas por ataques do EPP, disse o ministro De Vargas em uma entrevista em 18 de julho.

As autoridades responsáveis pela segurança estão trabalhando na região há dois anos para eliminar a organização terrorista e a Ação Campesina Armada (ACA), um ramo do EPP.

Um relatório de inteligência recente afirma que células terroristas do EPP e da ACA estão migrando além da sua área de influência original – os departamentos de San Pedro e Concepción – e também estão operando no departamento de Amambay, afirmou o ministro.

Além de enfrentar o EPP e a ACA, a FTC trabalha em estreita colaboração com os moradores locais, inclusive reunindo-se com eles regularmente e ajudando na oferta de serviços básicos como saúde e educação para a região.

Por exemplo, em 1º e 2 de agosto, militares, policiais e agências governamentais civis colaboraram para a realização da operação Ñepohano y Py’a Guapy II, uma iniciativa que prestou assistência médica e odontológica para 6.000 pessoas.

A operação também promoveu várias palestras em que os funcionários desestimularam os jovens a ingressar em grupos ilegais e envolver-se em atividades ilícitas como o tráfico de drogas.

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